Ministro da Educação diz que sem Deus, jovens são zumbis existenciais Durante o lançamento de políticas contra a mutilação e o suicídio, nesta quinta-feira (10), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que uma parcela dos jovens brasileiros são "zumbis existenciais".

Milton Ribeiro também disse que certos jovens não têm "nenhuma motivação" e que não "acreditam em nada, desde Deus à política". Na opinião do ministro, os jovens estão vivendo um "vazio existencial", o que, para ele, gera uma vida sem propósito e o ato de tirarem "a própria vida".

"Não há mais uma juventude que acredite nas coisas como Deus, religião, política e família. Eles perdem totalmente o referencial", ressaltou.

Milton Ribeiro foi nomeado para a pasta da Educação pelo presidente Jair Bolsonaro como um aceno para a bancada evangélica no Congresso Nacional e a outras frentes religiosas. Ele é pastor presbiteriano. O ministro também afirmou que "a grande moda de alguns sociólogos e filósofos é desconstruir valores". O ministro também criticou livros didáticos que, de acordo com ele, não oferecem os conteúdos adequados para cada faixa etária.

Mutilação e suicídio
Na mesma data que marcou o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, o Governo Federal anunciou uma série de conteúdos educacionais para crianças e adolescentes tendo como foco a discussão de temas como saúde mental, aborto, uso de drogas lícitas e ilícitas. O programa Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida, lançado nesta quinta-feira, será aplicado dentro das escolas brasileiras e dividido em quatro eixos.

Por meio de cursos na modalidade de educação a distância, encontros de difusão do conhecimento e elaboração de material sobre as temáticas, as ações foram montadas em uma colaboração entre ministérios, sociedade civil e entidades da área e começarão pela qualificação de profissionais da saúde, educadores, lideranças de movimentos sociais, além de profissionais dos conselhos tutelares.