Capitã de navio presa na Itália recebe ameaças após ser solta Detida brevemente por ter forçado a entrada de um navio de resgate humanitário em águas da Itália, a capitã alemã Carola Rackete teve que se esconder depois de ter sido solta pela Justiça do país europeu na terça-feira. Ela é alvo de ameaças por ter desafiado a proibição de desembarque determinada pelo ministro do Interior, Matteo Salvini, ao levar 42 migrantes que estavam a bordo da embarcação Sea-Watch 3 para a ilha de Lampedusa, no Mediterrâneo. Eles ficaram à deriva por 17 dias, sem que nenhum governo aceitasse recebê-los.

Segundo a ONG Sea Watch, a alemã de 31 anos "se encontra num lugar secreto devido ao grande número de ameaças recebidas".

O ministro do Interior e vice-premiê da Itália, Matteo Salvini, criticou a atuação da juíza Alessandra Vella, que libertou a capitã.

Segundo Salvini, Racket lançou sua embarcação contra um navio do governo durante a manobra para salvar os refugiados.

Durante um evento perto de Roma, segundo a agência ANSA, Salvini declarou:

“É uma sentença vergonhosa, uma escolha inacreditável, com motivações inacreditáveis, porque a vida de homens das forças de ordem que estavam fazendo seu trabalho foi colocada em risco.”

O líder direitista fez uma referência à colisão entre o navio da Sea Watch e um barco da Guarda de Finanças que tentava bloquear sua entrada no porto de Lampedusa.

“Então a vida de um policial vale menos que a vida de um clandestino? Essa juíza assumiu uma bela responsabilidade”, ironizou o ministro.

Em transmissão ao vivo no Facebook, Salvini ainda afirmou que a decisão de Vella foi “política” e que ela deve “abandonar a toga e se candidatar com a esquerda”.

“Gostaria que essa juíza falasse com as mães e os pais dos policiais que arriscaram morrer para saber se sente vergonha ou não”, insistiu.