Autoridades chinesas invadem retiro para crianças e prendem esposa de pastor Um pastor na China denunciou que cerca de 30 funcionários do governo invadiram sua casa em Gushi, na província de Henan, onde acontecia um retiro de verão para jovens de uma escola local, e prenderam sua esposa, no último dia 23 de agosto. A denúncia de Wang Guangming foi feita à ONG China Aid e divulgada pelo portal Christian Post.

Guangming não estava em casa no momento em que os homens do governo invadiram o local, alegando que ali estavam sendo conduzidas "atividades religiosas irregulares". Segundo ele, os estudantes faziam apenas aulas de piano, violão e teoria musical naquele dia.

"Eu não estava presente, mas me relataram que eles chegaram e disseram que os alunos estavam reunidos ilegalmente. Eles confiscaram coisas que eram da minha propriedade e da igreja, meu projetor, carteiras, cadeiras, ventilador e até minha caixa de som. Ainda não me devolveram nada", disse o pastor.

Denúncia de moradores
Outro membro da congregação disse à China Aid que os funcionários, ligados ao Escritório de Assuntos Étnicos e Religiosos do governo da província, disseram ter "recebido uma denúncia de moradores" sobre uma igreja residencial, que é ilegal na região. Eles filmaram e tiraram fotos dos alunos.

Segundo estimativas, a província de Henan é a que tem o maior número de cristãos na China, entre 5 e 6 milhões.