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Mais Jesus, menos religiosidade A maior influência que nós temos hoje em dia é a Teologia Histórica. As pessoas fogem da Bíblia e vão dando interpretações que no curso da história, coisas foram sendo feitas e elas tão somente são reproduzidas. Não param para pensar. Por que a gente faz isso? O que a Bíblia fala sobre como se deve proceder nessa questão?

A Bíblia não fala sobre o batismo infantil. Mas a Igreja Católica pratica, e também existem algumas igrejas evangélicas que fazem o batismo infantil. Para a Igreja Católica era colocado que se a criança não fosse batizada, ela corria o risco de ir para o inferno. E aí criaram um estágio intermediário que já não era o inferno. Entre o céu e o inferno teria o limbo, que foi abolido pelo papa Ratzinger.

Então teria o limbo, vai pra lá e depois você faz missa e acende vela para tirar ele do limbo e tentar levar para o céu.

Quando você pega o contexto em que o cristianismo cresceu, existiam as saunas, as termas, onde as pessoas iam tomar banho. A água não era abundante, as pessoas não tinham chuveiro, não tinham encanamento. Até na própria sauna, às vezes os comerciantes iam fazer negócios. Isso porque ficavam absolutamente despidos e assim era possível saber que a pessoa não tava armada com uma faca para tentar um assalto. Era um lugar onde as pessoas fechavam negócios, mas também era lugar de prostituição.

Então num dado momento da história os cristãos acharam ruim as pessoas frequentarem esses lugares e de até serem mergulhados na água. Nesse ponto começa a surgir o batismo por aspersão, quando você pega um pouco d'água e joga na cabeça da pessoa. Pronto ela está batizada.

A palavra no grego para batismo significa “emergir”. Então quando você lê a Bíblia, saindo das águas, o próprio judeu também tinha o hábito de batizar, o Micah, que era o banho de purificação, ele tinha que entrar e mergulhar dentro da água e ia sair purificado. Já que o cristianismo veio com uma raiz forte judaica, a palavra do grego dá isso também.

A gente vê que o “batismo” que deveria ser praticado é o batismo por imersão. Aí você me pergunta: “Mas Pedrão, e se chegar uma pessoa pra sua igreja que foi batizada por aspersão?” Quem sou eu para invalidar o batismo de um sacerdote religioso.

Partindo da premissa que o batismo não é salvífico, o batismo não vai levar você para o céu, o batismo é a confirmação de que a sua vida está nas mão de Jesus. É um ato público. Quando você é batizado, você está sinalizando aos céus e à Terra, principados e potestades, que quem governa a sua vida a partir daquele momento é Jesus Cristo.

Por isso que Jesus disse que nós devemos: ir, pregar, ensinar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Então o batismo não é salvífico. O batismo por aspersão entrou no curso da Teologia Histórica.

Agora, não perca o seu tempo discutindo sobre batismo. Eu fui ao Jordão e as pessoas falavam que a Bíblia dizia que há um só batismo. Tinha uma pessoa comigo que dizia assim: “Meu Pastor disse que eu não posso me batizar, que eu já fui batizado.” Eu falei: “Fala para o seu pastor que é o Rio Jordão. Isso é uma viagem turística. É uma coisa impactante, não é uma coisa religiosa”. Fique preso a Jesus e menos à religiosidade. Vamos gastar o nosso tempo com coisas que façam a diferença.

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