PF fecha cerco contra fraudadores do auxílio emergencial A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (2), a Operação Falso Samaritano, que apura os crimes de estelionato para o recebimento do auxílio emergencial, ameaça e divulgação de informações pessoais.

Durante as investigações foi identificado que o suspeito utilizava-se dos dados das vítimas para se cadastrar nos aplicativos dos auxílios emergenciais do Governo Federal e, assim, receber os valores em benefício próprio.

Após um pronunciamento do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, alertando sobre a existência de golpes e informando as ações para impedir os fraudadores, o suspeito ameaçou e divulgou informações pessoais do presidente e de seus familiares.

Fraudes
Do total de 66,9 milhões de pessoas que tiveram seu cadastro autorizado para receber o benefício (de 125 milhões de requerimento analisados), o índice de suspeita de fraudes é de 0,44%, segundo análise realizada pela CGU.

Para garantir que os crimes praticados contra o auxílio emergencial sejam punidos, foi criada a BNFAE (Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial), gerida pela PF, com apoio do MPF. O Ministério da Cidadania por sua vez, junto com a Caixa, fornece as informações.

A Caixa encaminha os casos suspeitos e o Ministério da Cidadania, mediante cruzamento e extração de dados, com base em parâmetros estabelecidos pelos órgãos de persecução penal, abastece a base de dados com informações relativas a possíveis fraudes na concessão.

Essas atividades de auditoria são conduzidas, dentro do ministério, por uma equipe multidisciplinar composta por especialistas em política social, em gestão da informação e em investigação. Essa equipe é coordenada por um Comitê Gestor de Risco e Acompanhamento que, semanalmente, delibera sobre as ações estratégicas para gestão do auxílio – inclusive com a participação de representantes do TCU e da CGU.