Mais Evangelho, menos religião Ex-jogador de categorias de base do Fluminense, Portuguesa, Nova Iguaçu, Mesquita, entre outros clubes, Rafael Bitencourt se viu de frente com a morte aos 15 anos. Uma meningite deixou o então adolescente sem voz, sem audição e sem locomoção. Mas o que parecia o fim, era só o princípio de uma nova vida. Recuperado, deixou o futebol, se dedicou aos estudos, se formando em Geografia pela PUC-RJ. Rafael até chegou a dar aulas, mas a música se tornou sua principal vocação.

Rafael Bittencourt ministrou nas igrejas Assembleia de Deus e Nova Vida durante 10 anos até que um CD seu chegou ao ministério Toque no Altar e ele foi convidado pelo pastor Marcos Gregório a integrar o grupo a partir de 2007, onde mais tarde se tornou vocalista até sua saída em 2012 para novos desafios.

“Foi um tempo muito precioso e de muito crescimento. Era como se o barco estivesse lá no meio do oceano e eu nadando até ele. Bebi um pouco d'água pelo caminho, cansei um pouquinho, mas chegamos lá”, define Rafael a sua passagem pelo Toque no Altar.

Hoje, aos 36 anos, em carreira solo, esse morador do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que na atual maturidade, não teria aceitado aquele desafio.

“A juventude faz você tomar algumas decisões corajosas. Eu vim de outro lugar, de outra igreja. Eu fui chamado como compositor, na verdade, e pela carência de um ministro de louvor. Eu acabei ingressando para poder cantar e ministrar louvor, mas eu fui chamado como compositor”, lembra Rafael.

Um choque muito grande. Assim o músico define a saída do Toque no Altar.

“Foi um período muito difícil, mas eu glorifico a Deus porque o Senhor nos deu sabedoria, paciência para aguardar o tempo certo e continuar focando em ministrar para vidas, pregar para vidas, que é o mais importante. E deu tudo certo”, conta Rafael.

No período da banda, o músico recebeu de Deus a chance de escrever todas as canções, com exceção de uma. Foram três CDs e um DVD.

“Pelo histórico de professor, sempre tive muita facilidade para escrever, o que facilitou na hora de compor”, revela.

Sobre as dificuldades que encontrou pelo caminho até chegar à carreira solo, Rafael lembra de um texto de Lucas 4, em que Jesus chega na sinagoga, em Nazaré, e ele já tinha um ano de ministério, já era conhecido na Judeia, já tinha ressuscitado a filha de Jade em Cafarnaum, já tinha operado muitos milagres, já era conhecido como um profeta e um rabino. E ele decidiu voltar para a sua terra natal e chegando lá ele entrou na sinagoga, era um sábado, o assistente deu o pergaminho para ele, e ele abriu.

“Eu tive que me posicionar, não olhando para minha condição financeira, não olhando para minha geografia, eu tive que me posicionar olhando para o Senhor, para aquilo que ele tinha para a minha vida”, comenta.

Rafael cita ainda Isaías 61 que diz: “O espírito do Senhor está sobre mim e Ele me ungiu para curar, pregar a libertação”.

“E fico pensando assim, eram conterrâneos dele, eram pessoas que viram Jesus crescer. Viram os milagres, viram a fama dele, mas não aceitaram porque ele era humano como eles. E disseram assim: ‘Como pode, ele é filho José e Maria? Nos conhecemos seus irmãos. O que é isso que ele está falando, que é um mestre, que é um profeta, o Messias? Não pode!’ Às vezes as pessoas ficam olhando tanto para o passado, que não conseguem olhar para o futuro que Deus tem para elas”, reflete o músico.

Para Rafael, quando você olha só para o seu passado, você trai o futuro que Deus tem para você.

“Não importa a realidade a sua volta, não importa o que você viveu. A melhor coisa é você quebrar o retrovisor e só olhar para frente. A melhor coisa que aconteceu na minha vida foi quando eu decidi seguir o Senhor. Me posicionar”, afirma.

O músico tem uma grande preocupação com a geração atual que, segundo ele, parece decepcionada com a religião.

“A religião produz gente chata, o Evangelho produz gente cheia. A religião segura a pessoa, o Evangelho liberta”, diz. E alerta os jovens sobre para onde realmente devem fixar seus olhos: “Nada do que eu faço produz salvação. Tudo o que a cruz fez, produziu salvação. Eu tenho que olhar para a cruz e aceitar”.

Seu conselho é para que os jovens se desprendam de paradigmas e esteriótipos religiosos. E lembra que não é preciso se esforçar para ser aceito por Deus. “Ele já nos aceitou”.

“Quando você aceita esse amor, Ele vai se manifestando em todas as áreas e você vai vivenciando Deus, mudando a sua vida. Eu aprendi uma coisa, Deus é um Deus de reação. Deus não é um Deus de ação. Nunca foi”, diz.

“Buscar-me-eis e me achareis”, “Batei e a porta se abrirá”, “Se me invocar, eu te ouvirei”. Ele cita estes trechos da Palavra de Deus para respaldar sua afirmativa de que Deus é reação.

“O céu se move quando a gente se move primeiro. A própria oração do Pai Nosso que diz ‘assim na Terra como no céu’, prova que as coisas primeiro têm que partir da Terra para ter uma reação no céu.”

Rafael tem falado em congressos para jovens e adolescente, mostrando que o caminho é o Evangelho, não a religiosidade. Ele sempre tem uma mensagem evangelística para eles.

“Se algum jovem que ainda não é crente for a um destes congressos, se converte. Isso tem acontecido frequentemente. Eu prego para quem ainda não conhece a mensagem do Evangelho”, revela.

Quem quiser convidar o Rafael Bitencourt para um congresso ou outra programação, é só mandar um WhatsApp para a agenda do cantor: (21) 98805-6225. No Instagram @rafaelbitencourtagenda também têm mais informações sobre o cantor.