Médica acusa China de matar bebês de minoria étnica Uma médica que trabalhou na China e atualmente está na Turquia fez uma grave denúncia contra o país comunista. Segundo Hasiyet Abdulla, os hospitais da China matam recém-nascidos e realizam abortos de bebês com mais de 6 meses na tentativa de diminuir a população muçulmana uigur.

Em uma entrevista à radio Free Asia, Abdulla falou sobre seus 15 anos de trabalho em hospitais de Xinjiang. Ela disse ter visto bebês sendo mortos mesmo após o parto.

A médica diz que os hospitais cometem este tipo de barbaridade por orientação de autoridades do próprio governo chinês, sob pena de serem multados, caso não cumpram as ordens.

Pressão americana

Os Estados Unidos recentemente intensificaram sua pressão econômica sobre a província chinesa de Xinjiang ao impor sanções a uma poderosa empresa e a duas autoridades pelo que consideram ser abusos de direitos humanos contra uigures e outras minorias étnicas.

A mudança, o mais recente golpe nas relações EUA-China, ocorreu uma semana depois de o presidente Donald Trump ordenar o fechamento do consulado chinês em Houston, levando Pequim a fazer o mesmo com a representação diplomática.

O Departamento de Tesouro dos EUA afirmou em um comunicado que incluiu em sua lista negra a Corporação de Produção e Construção de Xinjiang, conhecida pela sigla XPCC, Sun Jinlong, ex-secretário do Partido Comunista Chinês junto à XPCC, e Peng Jiarui, vice-secretário e líder da empresa. Eles são acusados de graves violações e abusos de direitos humanos contra minorias étnicas em Xinjiang.