Pastor reabre megaigreja e acusa autoridades de usarem a pandemia como forma de perseguição Uma megaigreja em Los Angeles, na Califórnia, reabriu suas portas para a participação de fiéis nos cultos presenciais.

O pastor John MacArthur, escritor cristão conservador de 81 anos e líder da “Grace Community Church” (Igreja Comunidade da Graça, em Português literal) acusa o governo de usar a proibição de grandes reuniões da igreja como uma forma de perseguição religiosa.

“Embora nós, na América, possamos não estar acostumados com a intrusão do governo na igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, esta não é de forma alguma a primeira vez na história da igreja que os cristãos tiveram que lidar com governantes exagerados ou hostis”, escreveram os líderes da Grace Community Church em uma declaração postada pela primeira no site da igreja em 24 de julho. “A perseguição da igreja pelas autoridades governamentais tem sido a norma, não a exceção, ao longo da história da igreja”.

Os pastores pediram aos membros da igreja que enviassem mensagens ao Conselho de Supervisores do Condado de Los Angeles com mensagens declarando que "a igreja é essencial".
De acordo com o jornal Huffpost, a megaigreja estava fechada desde meados de março e passou a realizar suas cerimônias de forma virtual. A reabertura aconteceu no dia 26 de julho, apesar de as restrições do condado sobre os cultos presenciais estarem mantidas.

Desde 29 de julho, as diretrizes para templos religiosos permitem serviços ao ar livre e respeitando o distanciamento social. Em locais fechados é permitida a presença de, no máximo, 100 pessoas ou 25% da capacidade do espaço. Mas o pastor MacArthur disse à CNN no início do mês que seus cultos têm atraído até 7 mil pessoas.

MacArthur recebeu uma carta do condado alertando que violar suas ordens de saúde é um crime punível com multa de até mil dólares e pena de prisão de até 90 dias. A igreja, então, abriu um processo contra o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e funcionários do condado, argumentando que as restrições às casas de culto eram injustas e inconstitucionais. O condado de Los Angeles respondeu no dia seguinte com uma ação, insistindo que as ações colocam a saúde das pessoas em risco.

Na sexta-feira (14), um juiz do Tribunal Superior do condado decidiu a favor da igreja, permitindo que os cultos continuassem desde que os fiéis usassem máscaras e respeitassem o distanciamento. A Comarca de Los Angeles levou a questão mais longe e, no dia seguinte, o Tribunal de Apelação da Califórnia concedeu uma suspensão temporária porque o caso envolvia "difíceis questões de lei" que não podiam ser resolvidas rapidamente.

O tribunal de apelações definiu para 4 de setembro a data para ouvir os argumentos de ambas as partes do caso.