Carrefour se pronuncia após esconder corpo de trabalhador com guarda-sóis

Após esconder o corpo de um trabalhador com guarda-sóis e manter o atendimento aos clientes, o supermercado Carrefour em Torre, no Recife, em Pernambuco, decidiu se manifestar sobre o caso pelas redes sociais.

Antes, a forma insensível como tratou o mal súbito sofrido pelo promotor de vendas Moisés Santos, de 53 anos, que trabalhava como representante de uma marca de água de coco, foi duramente criticada por internautas que expuseram a foto do corpo cercado de guarda-sóis do mostruário.

O corpo de Moisés permaneceu nas dependências da loja por cerca de 4 horas, quando foi retirado pelo Instituto Médico Legal (IML) da região. O caso aconteceu na última sexta-feira (14), mas só nesta quarta (19) ganhou repercussão.

Uma publicação no Twitter mostrou que muitos dos clientes sequer notaram o que estava acontecendo e continuaram as compras enquanto seguranças cercaram a área. Uma espécie de “ocultação de cadáver”.

Após pressão nas redes sociais, o supermercado se pronunciou e respondeu aos críticos em diferentes posts no Twitter e Facebook.

Entre os inúmeros comentários, a página do Carrefour respondeu dizendo que “o falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de infarto, foi um triste acontecimento para todos os colaboradores”.

A multinacional informou ainda que, assim que o prestador de serviços começou a passar mal, procedimentos de primeiros socorros foram executados e o Samu acionado. Apesar de não ter se manifestado sobre o uso de guarda-sóis para esconder o corpo, comunicou ainda que “por conta do ocorrido, revisitou protocolos, implementando obrigatoriedade de fechamento das lojas para fatalidades como essa”.

Confira a nota na íntegra:

“O Carrefour pede desculpas em relação à forma inadequada que tratou o triste e inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um ataque cardíaco, na loja de Recife (PE). A empresa errou ao não fechar a loja imediatamente após o ocorrido à espera do serviço funerário, bem como não encontrou a forma correta de proteger o corpo do Sr. Moisés.

Reforçamos que, assim que o promotor de vendas começou a passar mal, fizemos os primeiros socorros e acionamos o SAMU, seguindo todos os protocolos para realizar o socorro rapidamente. Após o falecimento, seguimos a orientação de não retirar o corpo do local.

O Carrefour também reitera que mudou as orientações aos colaboradores para situações raras como essa – incluindo a obrigatoriedade do fechamento da loja -, com objetivo de trazer mais sensibilidade e respeito ao conduzir fatalidades. Pedimos desculpas à família do Sr. Moisés e seguimos em contato para apoiá-los no que for necessário.”