Anti-inflamatório acelera tratamento de pacientes graves com coronavírus A Universidade de São Paulo divulgou hoje os resultados de um estudo clínico conduzido em Ribeirão Preto que demonstrou uma melhora no quadro de pacientes hospitalizados pela Covid-19 através da administração de um anti-inflamatório conhecido como colchicina, usado no tratamento da gota. Segundo os pesquisadores, o medicamento pode ajudar a combater a inflamação pulmonar e acelerar a recuperação de pacientes com formas graves do novo coronavírus.

Segundo informações da Agência Fapesp, em média, os voluntários tratados com o fármaco saíram da respiração artificial três dias antes do que os pacientes que receberam apenas o protocolo terapêutico padrão do hospital. Além disso, puderam voltar para casa mais cedo.

Os benefícios da colchicina no tratamento da Covid-19 só foram observados em pacientes hospitalizados e com algum nível de comprometimento pulmonar. O uso indiscriminado do medicamento não é recomendado, nem para prevenção e nem para tratar sintomas leves da doença.

A pesquisa
O estudo foi realizado através de um ensaio clínico controlado entre os dias 1º de abril e 6 de julho. Os pacientes que participaram foram divididos em dois grupos aleatórios: um recebia a colchicina, e o outro, um placebo.

Nem os voluntários, nem os médicos que administraram o medicamento sabiam o que cada paciente havia recebido, apenas um terceiro grupo de pesquisadores. A próxima fase do estudo será aberta, ou seja, os pacientes serão informados do que estão tomando e poderão escolher entre receber o medicamento ou não.

O tratamento completo custou cerca de R$ 30 por paciente, o que pode representar uma grande economia para a rede pública de saúde.