Ocupação das praias do Rio deve seguir modelo da França Em uma live na noite de segunda-feira (10), o prefeito Marcelo Crivella deu mais detalhes sobre a proposta de demarcar a areia das praias do Rio de Janeiro para evitar aglomerações. A prefeitura pretende instalar "quadrantes" nas praias, que seriam estabelecidos com fitas de marcação.

A ideia é que em cada espaço fique um grupo de até quatro pessoas da mesma família. De acordo com a proposta, 30% dos quadrantes seriam disponibilizados de graça via aplicativo, por empresas parceiras. Os outros 70% estariam na praia para as pessoas ocuparem "por ordem de chegada".

Copacabana deve ser o primeiro bairro a receber um "projeto piloto" da medida.

O comitê científico da prefeitura já tem em mãos a proposta de um aplicativo criado por uma startup (Tooda), com 300 barraqueiros cadastrados. De acordo com este projeto, os vendedores de pontos fixos da praia teriam a prerrogativa de montar e desmontar os espaços, demarcados por quadriláteros feitos por cordas presas a estacas. Nesta versão “cada um no seu quadrado”, espaços para 2 a 4 pessoas mediriam 2,5m x 2,5m, e lugares para 4 a 6 pessoas teriam a dimensão de 2,5m x 4m – com corredores, para que banhistas e atendentes não se cruzem.

A ocupação do espaço seria por um período de duas horas, renovável por mais duas, caso não tenha sido reservado por outro banhista. Em La Grande-Motte, no Sul da França, o esquema adotado é semelhante ao que foi apresentado a Crivella.

A organização das praias é uma das prioridades de Marcelo Crivella para a sexta fase de flexibilização da quarentena que será anunciada, a princípio, nesta sexta (14).