Primeiro-ministro do Líbano renuncia ao cargo após explosões e série de protestos

A série de protestos que sucederam as explosões que mataram mais de 150 pessoas na região do porto de Beirute, na semana passada, provocou mais uma baixa nesta segunda-feira (10). O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, renunciou após assistir nos últimos dias à saída de ministros de seu governo.

Pouco antes do anúncio, ele afirmou que a explosão foi resultado de corrupção endêmica no governo, deixando a entender que está de acordo com os protestos. Em um discurso curto transmitido pela TV, ele afirmou que vai dar "um passo para trás para poder estar com o povo e lutar por mudanças junto com as pessoas".

O presidente do país, Michel Aoun, aceitou o pedido de demissão do premiê libanês, apesar de ter admitido que tentou convencê-lo a permanecer até que um novo governo fosse anunciado.

Enquanto isso, nas ruas a população segue em confronto com as forças de segurança. Enquanto os manifestantes atiram pedras contra o parlamento, os soldados reagem com bombas de gás lacrimogêneo.

A explosão de mais de quase 3 mil toneladas de nitrato de amônio, na terça-feira (04), matou pelo menos 163 pessoas, feriu mais de 6 mil.

O governador de Beirute afirmou que há muitos trabalhadores e motoristas de caminhões estrangeiros desaparecidos. A suspeita é de que estejam entre os mortos, complicando as tentativas de identificar as vítimas.