Psicanalista alerta: adultos devem estar atentos ao contato das crianças com internet e eletrônicos

Neste momento em que as crianças com acesso à internet em caso estão estudando de forma remota, o cuidado com o que elas acessam além das aulas deve ser redobrado. Adultos jamais devem descuidar do contato das crianças com a internet e eletrônicos, segundo afirma o psicanalista e neuropesquisador Fabiano Abreu.

Especialista em comportamento e educação, Fabiano destaca que promover tempo seguro e de qualidade para as crianças em frente às telas deve sempre ser lembrado pelos pais.

Os pais devem evitar colocar um filme na TV, ou dar um smartphone ou um tablet para a criança se distrair enquanto eles cuidam de outros assuntos?

Isso não tem problema, desde que seja com moderação e cuidados. O controle parental é cada vez mais necessário, exagero nunca fez bem a ninguém, estes dispositivos não substituem os pais nem são tempo de qualidade se forem usados recorrentemente.

Por que é tão necessário o controle do tempo em que a criança passa na internet?

É claro que a interação com a tecnologia faz parte do cotidiano, mas o contato físico no mundo offline é essencial. Cada idade merece abordagens diferentes. Quando a criança é de tenra idade deve-se ter em atenção ao tempo que fica em frente a estes aparelhos, mas é mais fácil controlar os conteúdos. Entretanto, quando a criança já tem mais autonomia, os cuidados devem ser redobrados, os pais não devem esquecer de, além de supervisionar a navegação na internet, adicionar uma lista de restrições.

Como os pais podem controlar estas restrições?

Sites como YouTube e redes sociais podem e devem ser monitorados e filtrados para evitar conteúdos impróprios que envolvam violência ou teor sexual, até mesmo as fake news. Mesmo que a criança não saiba escrever, os controles por voz são um aliado que muitas vezes os leva longe demais". Com relação a adolescentes, os cuidados são outros. Nesta fase as regras devem levar em consideração a privacidade do jovem, o limite da utilização deve ser em relação ao tempo, assim como o uso pode ocorrer em áreas comuns da casa.

Aplicativos e sites de conversas e chats merecem atenção redobrada?

Obviamente que sim, já que são frequentes os casos de adultos que se passam por crianças, Messenger, Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp, entre outros, podem ser veículos de acesso rápido aos nossos filhos por parte de estranhos. Jogos online com interação entre jogadores também devem estar sob controle. Os pais e educadores devem conversar sobre os perigos reais do mundo virtual e ensinar regras básicas, como nunca partilhar fotos ou dados pessoais. As crianças devem ter, desde logo, a consciência de que aquilo que está do outro lado pode ser bem diferente daquilo que nos é apresentado.



*Divulgação / MF Press Global