Ex-secretário de Saúde do Rio vai deixar a prisão

O ex-secretário de Saúde do Rio, Edmar Santos, deixou a prisão depois que o ministro Benedito Gonçalves acolheu o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a soltura. Edmar estava preso no Batalhão Especial da Polícia Militar em Niterói, Região Metropolitana do Rio, desde o dia 11 de julho, acusado de esquema de corrupção durante ações de enfrentamento à pandemia do coronavírus no Rio.

Na petição encaminhada ao ministro Benedito, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo afirmou que não cabe à Justiça do Rio decidir pela prisão ou não de Edmar Santos.



Lindôra alega que a soltura da Edmar Santos é necessária porque o mesmo esquema já é investigado pelo STJ por conta do foro por prerrogativa de função do governador Wilson Witzel.

O governador está sob a ameaça de um processo de impeachment na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e recorreu ao STF (Superior Tribunal Federal), que agora decidirá sobre a validade do rito iniciado pelos deputados.



A PGR afirmou ter reunido elementos de provas que colocam o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, como principal elemento no esquema de desvio de verbas.



Ao solicitar que Edmar fosse solto, a PGR afirmou ter reunido elementos de provas que colocam o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), "no vértice da pirâmide" do suposto esquema de desvio de verbas para o combate à pandemia do coronavírus no estado.



Edmar Santos fechou delação premiada com a PGR. Durante a operação que resultou em sua prisão, foram apreendidos R$ 8,5 milhões em espécie.