De policiais a pilotos de F1, saiba porque eles não se ajoelham por movimento antirracista O piloto Lewis Hamilton é o responsável por levar manifestações antirracistas para dentro da Fórmula 1. Seus companheiros de competição abraçaram a causa e até gravaram um vídeo antes do GP da Grã-Bretanha, no domingo (02), com palavras de incentivo à igualdade. A ação foi repetida no grid e a maioria ficou ajoelhada, mas sete deles optaram por ficar de pé.

Max Verstappen, Antonio Giovinazzi, Carlos Sainz, Charles Leclerc, Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat, que já não haviam se ajoelhado antes do GP da Áustria, ganharam a companhia do dinamarquês Kevin Magnussen.

Durante a semana, Raikkonen, Giovinazzi, Sainz e Verstappen se defenderam ao dizer que cada um tem direito de se manifestar do jeito que achar melhor.

Kevin Magnussen, que foi um dos que se ajoelharam na corrida inaugural da temporada 2020, repensou sua atitude.

“Sou totalmente a favor de promover a inclusão e acabar com o racismo. Mas não quero que se torne um ato político. É difícil para eu entender como minhas ações estão sendo interpretadas pelos outros. Realmente não quero ser visto como alguém que apoia grupos ou organizações que eu não apoio", afirmou o piloto da Haas durante a semana.

De joelhos só diante de Deus

Pessoas no mundo inteiro têm se mostrado contrárias ao racismo, mas concordam em afirmar que o único merecedor de um ato de reverência é Deus. Este é o caso de O'Neal Saddler, um policial da Georgia, nos EUA. Ele iria viajar com a esposa em um final de semana, mas cancelou seus planos para trabalhar durante uma manifestação.

Um dos manifestantes pediu ao policial que ele se ajoelhasse em respeito à morte de George Floyd. O policial disse a ele quais eram seus planos pro final de semana, mas que decidiu trabalhar pra "mantê-los em segurança". E completou alegando que “tem respeito pela causa, mas só ajoelha pra um".

Alguém presente disse: "e esse é Deus". O policial consente com a cabeça e diz: "Deus". O momento foi gravado por outro manifestante e viralizou nas redes sociais.

Em uma publicação feita no Facebook, o policial disse que as ações de policiais ruins não fazem dele também um policial ruim.

Atleta de Cristo da NBA também se mantém de pé

Outro que preferiu desagradar aos homens e agradar a Deus foi Jonathan Isaac, jogador negro do Magic. Na sexta-feira (31), antes da partida entre Brooklyn Nets e Orlando Magic, na “bolha” da NBA dentro de um complexo esportivo da Disney, em Orlando, Flórida, ele se recusou a usar a camiseta do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), e a ficar de joelhos, como todos os outros, tornando-se o primeiro atleta da NBA a não participar do protesto.

“Para mim, pessoalmente, não acho que ajoelhar ou vestir uma camiseta seja a resposta. Sinto que vidas negras são apoiadas pelo Evangelho, todas as vidas são amparadas pelo Evangelho”, afirmou o jogador de 22 anos que também é pastor.

“Conversei com meus colegas de equipe. Tivemos uma reunião. Eles sabem quem eu sou como pessoa. Sabem no que eu acredito, e eles respeitam a decisão que eu tomei”, acrescentou Isaac.

Interesses marxistas
O arremessador de beisebol do San Francisco Giants, Sam Coonrod, também decidiu não se ajoelhar ao lado de seus companheiros de equipe.
"Sou cristão. Então, acredito que não posso me ajoelhar diante de nada além de Deus", disse o arremessador de 27 anos, de acordo com a NBC Sports.

Coonrod lamenta que interesses marxistas estejam por detrás de uma causa tão importante.

Eu simplesmente não consigo entender algumas coisas que li sobre Black Lives Matter, como eles se inclinam para o marxismo. Eles disseram algumas coisas negativas sobre a família nuclear. Eu simplesmente não posso embarcar nisso".

O que realmente está por trás do BLM

Aqui no Brasil, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, afirmou que o Black Lives Matter é um "movimento marxista, que usa pretos como massa de manobra".

O Black Lives Matter foi fundado em 2013, nos Estados Unidos, em resposta à absolvição do assassino de Trayvon Martin, e diz ter como missão "construir poder local para intervir na violência infligida às comunidades negras pelo Estado".

O movimento ganhou força após o assassinato de George Floyd, homem negro que, em maio, morreu ao ter seu pescoço prensado contra o chão pelo joelho de um policial branco em Minnesota (EUA).