Globo enfrenta processo de telespectadora e crítica de jornalista Os últimos meses não foram dos melhores para a emissora da família Marinho. Além dos frequentes gritos de “Globo lixo” feitos por pedestres mais revoltados durante passagens ao vivo, agora a TV Globo enfrenta o processo de uma telespectadora insatisfeita, segundo ela, com o jornalismo voltado para a promoção do pânico.

Rosemary Matias de Lima, de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, entrou com a ação judicial em junho, solicitando que a Globo mudasse a forma como exibe os casos de Covid-19,dizendo que deveriam divulgar apenas os números diários, não os acumulados (os telejornais da Globo oferecem ambos os tipos de informação).

A telespectadora alega que com a divulgação da forma como é feita, a Globo falta com dignidade às pessoas, causando insegurança e mal-estar nos brasileiros.

O caso não foi muito longe, pois segundo o site Notícias da TV, a juíza Paula de Menezes Caldas, da 49ª Vara Cível, no Rio de janeiro considerou que Rosemary por si só não tem legitimidade para defender os interesses de toda sociedade ou de todos os profissionais da saúde.

A juíza também considera que a Globo não pode ser responsabilizada pela interrupção de atividades econômicas durante a quarentena. Dessa forma, a ação foi extinta pela própria juíza. Com as custas de um processo são elevadas, a telespectadora não deve recorrer do caso.

Ex-CNN crítica Bonner e recebe elogios de Bolsonaro

Neste mês, o jornalista e ex-comentarista da CNN Leandro Narloch falou sobre o jornalismo atual e fez críticas à televisão brasileira, citando William Bonner, apresentador do Jornal Nacional, principal atração jornalística da Globo.

"Cada vez mais a gente precisa ser meio óbvio e falar que está a favor, que está defendendo. Eu vejo muito isso em todos os canais de televisão. Parece que as pessoas estão pagando pedágio. Eu não gosto muito desse jornalismo lição de moral. O William Bonner é meio assim. Sempre que vejo o Jornal Nacional eu me sinto uma pessoa meio ruim e que ele está querendo me fazer uma pessoa melhor. Se eu quiser me tornar uma pessoa melhor eu vou para a igreja, eu vou fazer terapia", disse à Jovem Pan.

Narloch foi citado nas redes sociais pelo presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, Bolsonaro publicou que jornalistas com "opinião própria e independência" são considerados "nocivos" em uma mídia dominada pelo "pensamento da esquerda radical".

Sobre o elogio, o jornalista disse ter gostado da mensagem, porém pontuou que sempre fez críticas ao presidente.