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Trump se torna primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano Às 15h46 deste domingo (30) pelo horário local (3h46 de Brasília), Donald Trump tornou-se o primeiro presidente dos EUA a pisar na Coreia do Norte, em um gesto marcado pelo simbolismo na relação conturbada com o regime do país asiático e seu programa nuclear.

Trump foi recebido pelo ditador Kim Jong-un na chamada zona desmilitarizada (DMZ, na sigla em inglês), em frente à linha que separa o Norte da Coreia do Sul desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953 o conflito terminou com um armistício, e não um tratado de paz, o que mantém Washington e Pyongyang tecnicamente em guerra até hoje.

"É bom vê-lo de novo", disse Kim, por meio de um intérprete. "Nunca esperava que fosse encontrá-lo neste lugar."

Trump respondeu: "Grande momento, grande momento".

Em seguida, o presidente americano atravessou para o lado norte-coreano e deu 20 passos adiante, ladeado por Kim. Depois de posarem para fotos de dezenas de jornalistas que acompanhavam a cena, em um intervalo de um minuto, eles retornaram à linha fronteiriça e ingressaram em território sul-coreano.

Ambos, então, se encontraram com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, com quem fizeram uma reunião fechada que durou em torno de 45 minutos –nunca dirigentes dos três países haviam se encontrado para dialogar.

Terminada a conversa, Trump acompanhou Kim Jong-un de volta a seu país, desta vez ao lado de Moon.

Na sequência, Trump afirmou a jornalistas que EUA e Coreia do Norte vão montar equipes técnicas para retomar, nas próximas duas ou três semanas, as negociações com o intuito de convencer Pyongyang a abdicar de seu armamento atômico.

"É um grande dia para o mundo", declarou o americano, dizendo-se "orgulhoso de ter cruzado a linha".

O encontro foi celebrado pelo papa Francisco em seu discurso semanal na Praça São Pedro. Para o líder católico, tratou-se de "um passo a mais no caminho para a paz".