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China aumenta perseguição aos cristãos A China Aid, organização não governamental baseada nos EUA, alerta que autoridades em algumas regiões da China têm ordenado a remoção e destruição de cruzes nas igrejas, além de ameaçar e prender quem organize atividades religiosas em locais não permitidos. Outra denúncia é sobre a discriminação que cristãos na China sofrem na hora de receber benefícios do governo durante a pandemia do novo coronavírus. Imagina como se aqui no Brasil o governo decidisse dar o auxílio emergencial apenas para católicos. Estes são alguns fatos que comprovam o aumento da perseguição aos cristãos na China.

"A Radio Free Asia, agência de notícias americana financiada pelo governo dos EUA, relatou que no início deste mês as autoridades do condado de Yongjia, na província de Zhejiang, enviaram um guindaste e quase 100 trabalhadores para remover as cruzes que ficavam no alto de duas igrejas da localidade. Neste fim de semana, a agência reportou uma história semelhante na província chinesa de Anhui. Também há relatos de igrejas que estão sendo transformadas em centros culturais para promover o socialismo, sob a alegação de que elas não possuem registro para funcionar como templos.

Segundo informou a China Aid, religiosos que pregam suas crenças na rua estão sujeitos à prisão administrativa, E os que de fato são detidos, depois de liberados recusam-se a falar sobre o que os levou à prisão, temendo represálias.

"A revista Bitter Winter, publicada pelo Centro Studi sulle Nuove Religioni, também relatou o aumento da perseguição aos cristãos, especialmente os que estão recebendo ajuda do governo. Um membro de uma igreja na província de Shanxi disse à publicação que as autoridades locais tiraram um calendário com uma imagem de Jesus da sua casa e colocaram no lugar um retrato de Mao Tsé-Tung. "As famílias religiosas empobrecidas devem obedecer ao Partido Comunista pelo dinheiro que recebem", teria dito o funcionário que o repreendeu, segundo relato do religioso.

A China também é acusada de ameaçar retirar benefícios sociais de famílias que se recusam a abandonar a fé cristã. Muitas dessas famílias precisam desse dinheiro para sobreviver, sobretudo após o impacto econômico por conta da pandemia.