Jornalista confessa que editou supostas mensagens divulgadas pelo Intercept

A credibilidade do jornalista norte-americano Glenn Greenwald está cada vez mais frágil. O autor das divulgações de supostas conversas entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores da operação Lava Jato tenta de todas as formas sustentar a veracidade de suas “denúncias”.



Desta vez ele utilizou o Twitter para tentar justificar a troca do nome do procurador Ângelo Goulart Villela numa das mensagens publicadas pelo site Intercept, neste sábado (29). “Foi um erro de edição apanhado pela checagem de fatos antes da publicação”, disse Greenwald após um internauta apontar que o nome do procurador havia sido alterado. Segundo informações do site Conjur, o procurador Villela foi preso em 2017 sob acusação de receber dinheiro para repassar informações sigilosas a Joesley Batista, dono do frigorífico JBS. Em delação premiada, o empresário afirmou que Villela recebeu propina para contar detalhes internos da chamada Operação Greenfield, que investiga a existência de esquema de fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais.



Greenwald contradisse sua própria justificativa de que “jornalistas honestos não editam reproduções de provas. A checagem de fatos existe apenas para evitar inconsistências em textos de reportagens, não para alterar informações de um suposto acervo vazado por fonte anônima”.