Kanye West cita a Bíblia e chora ao falar sobre aborto em pré-campanha Kanye West deu entrada na segunda parte da documentação na Comissão Eleitoral Federal para concorrer à presidência dos EUA e fez seu primeiro comício em North Charleston, na Carolina do Sul, no domingo (19).

West chegou ao local vestindo um colete à prova de balas e com o cabelo raspado, escrito "2020", referindo-se a sua campanha. De acordo com a Billboard, a maioria das pessoas presentes ao local usavam máscaras, mas não respeitavam o distanciamento social imposto contra o coronavírus.

No discurso, o rapper convidou o público para subir ao palco para um momento de perguntas e chorou ao falar sobre o aborto, admitindo que ele e sua esposa Kim Kardashian pensaram na possibilidade durante a primeira gravidez da socialite.

"Meu pai queria que minha mãe me abortasse. Minha mãe salvou minha vida. Não haveria Kanye West, porque meu pai estava muito ocupado", disse o cantor.

"Eu quase matei minha filha!", continuou ele, bastante emocionado. "Na Bíblia diz: 'Não matarás.' Lembro que minha namorada [agora esposa Kim Kardashian] me ligou chorando ... ela disse: 'Estou grávida'. Ela disse que estava grávida e por uns três meses nós falamos sobre ela não ter esse bebê. Ela tinha os comprimidos na mão".

Kanye West também foi questionado sobre seu apoio à comunidade LGBTQIA+, e sobre seu pensamento cristão em relação à homossexualidade. "Jesus ama a todos. Ele não discrimina ninguém", respondeu.

Outro tópico que entrou em debate, foi o controle de armas nos EUA, principalmente no momento em que muitas manifestações pedem a restrição delas no país. "O problema é que se vocês abandonarem suas armas... quando outros países chegarem e vocês não tiverem armas, o que acham que irá acontecer? Vocês serão escravizados. Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas", afirmou o rapper.

West foi um grande apoiador de Donald Trump. Em uma recente entrevista à Forbes, o músico disse que, como Trump já estava na disputa pelo Partido Republicano, ele concorreria como candidato independente, e que a Casa Branca seria governada em uma espécie de modelo semelhante ao de Wakanda, o país africano fictício do filme "Pantera Negra".