Publicidade

Artigo esclarece como assintomático  em isolamento social infectou 71 pessoas

Um artigo publicado na revista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano tenta explicar como uma pessoa que voltou à China após uma viagem para outro país foi capaz de infectar 71 pessoas, mesmo sem sintoma algum do novo coronavírus, e tendo feito quarentena e distanciamento social dentro de casa, apenas para prevenir.

Segundo a publicação, a provável fonte de contaminação foi o elevador do prédio no qual o contaminado assintomático morava. Um dos infectados foi o vizinho de baixo. Eles não usaram o elevador ao mesmo tempo e também não tiveram contato próximo. Mas possivelmente o intervalo de uso entre um e outro foi curto. Pouco tempo depois, a mãe dessa pessoa e o namorado dormiram na casa do segundo infectado. Depois disso, a mãe e o namorado foram para uma festa juntos e infectaram outras três pessoas.

Dessas três, uma teve um AVC e foi internada — sem saber que tinha coronavírus. No hospital, compartilhou utensílios com outros pacientes e foi responsável pelo contágio de outras 28 pessoas. No fim das contas, 71 ficaram doentes — o que mostra a alta capacidade da covid-19 de se espalhar e permanecer nas superfícies.

Em alguns prédios em São Paulo, o uso de máscaras se tornou obrigatório. Em 2 de julho, a Secretária de Saúde do Estado de São Paulo confirmou que condomínios residenciais e comerciais poderão ser multados se moradores ou funcionários não utilizarem máscaras de proteção. A multa só será aplicada em casos de denúncia.

Superespalhador

Essas pessoas de contágio mais alto têm nome e definição. São os superspreaders (“superespalhadores” na tradução livre). Por fatores genéticos não identificados, se tornam mais contagiosas do que as outras e dessa forma podem contaminar um número maior de indivíduos.

Esse “superspreader”, então, vai à festa de um colega de trabalho e, entre uma conversa e outra, contamina mais dez pessoas. Entre essas 14 contaminadas, alguma outra pode ter o mesmo alto poder de espalhamento da doença. Aí essa outra pessoa pega um metrô cheio e, sem máscara, consegue contaminar todo mundo que está no mesmo vagão e quem mais estiver pela frente. Uma espécie de contaminação em cadeia.