CNN demite jornalista após suposto comentário homofóbico Após ser demitido da CNN sob a acusação de ser homofóbico, o comentarista
Leandro Narloch se defendeu nas redes sociais. O jornalista escreveu uma nota no Twitter, esclarecendo os fatos.

"Caros, quero esclarecer meu comentário de hoje sobre doação de sangue por gays. Como eu disse, a nova regra de doação é muito boa. Restringe a doação baseada na conduta que aumenta o risco, e não na identidade sexual. Assim a regra deixa de ser injusta com gays monogâmicos ou que se protegem, que não podem doar sangue enquanto muitos héteros que se expõem a mais riscos podem. Como eu também afirmei mais cedo na TV. O que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays. Isso é de conhecimento notório e incontroverso - mudar essa situação é justamente uma das boas bandeiras do movimento LGBT", disse.

Em seu comentário na CNN, o jornalista, a partir de dados do Ministério da Saúde, associou o homossexualidade a um comportamento que tende a ser mais promíscuo numa análise da notícia que mostrava a liberação de gays para doação de sangue pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"Me preocupa o clima da sociedade hoje, em que é impossível discordar até mesmo de termos ou terminologias sem causar histeria, sem que o outro lado seja considerado um monstro que precisa ser banido. Agradeço a todos da CNN e a amigos que expressaram apoio e tristeza pelo que ocorreu. E já antecipo anúncios dos próximos dias: um curso contra a cultura de cancelamento, temas 'sensíveis' e ideias proibidas, e uma frente para preservar a diversidade ideológica e a liberdade do debate", revelou.

Em nota, a CNN confirmou a demissão:

"A CNN Brasil comunica que decidiu rescindir o contrato do jornalista e escritor Leandro Narloch. A empresa agradece pelos serviços prestados no período em que ele fez parte de nossa equipe de analistas e deseja sucesso no seguimento da carreira".

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