Empresários ligados ao MBL são presos acusados de corrupção Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) prendeu, nesta sexta-feira (10), dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL). Segundo os investigadores, Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como Luciano Ayan, são suspeitos de lavagem de dinheiro e ficarão detidos temporariamente, por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco.

A operação batizada de Juno teve o apoio da Receita Federal e da Polícia Civil de São Paulo. Foram realizadas busca e apreensões em seis endereços ligados as empresas envolvidas na investigação. 

"As evidências já obtidas indicam que estes envolvidos, entre outros, construíram efetiva blindagem patrimonial composta por um número significativo de pessoas jurídicas, tornando o fluxo de recursos extremamente difícil de ser rastreado, inclusive utilizando-se de criptoativos e interpostas pessoas", informou o MPSP.

As investigações apontam que o MBL recebeu doações “de forma suspeita (cifras ocultas)” por meio da plataforma Google Pagamentos, “que desconta 30% do valor, ao invés de doações diretas na conta do MBL/MRL, criou e utilizou “diversas empresas em incontáveis outras irregularidades, especialmente fiscais”. 

O Ministério Público paulista também diz que a família Ferreira dos Santos, de Renan Santos, fundador do MBL, “adquiriu/criou duas dezenas de empresas – que hoje se encontram – todas – inoperantes e, somente em relação ao Fisco Federal, devem tributos, já inscritos em dívida ativa da União, cujos montantes.

Ainda conforme o MPSP, Luciano Ayan, autor do blog Ceticismo Político, é sócio de ao menos quatro empresas de fachada, “dissemina fake news”, usou “contas de passagem”, apresentou indícios de movimentação financeira incompatível com rendimentos declarados à Receita e "ameaça aqueles que questionam as finanças do MBL".

Já Alessander Mônaco Ferreira teve movimentação financiera "extraordinária e concompatível" com seus rendimentos, criou duas empresas de fachada e realiza "doações altamente suspeitas através da plataforma do Google". 

O Ministério Público também aponta que ele viajou mais de 50 vezes para Brasília, entre julho de 2016 e agosto de 2018 -  todas para reuniões no Ministério da Educação -, "com objetivos não especificados". 

Defesa do MBL

O MBL se manifestou por meio de nota e se defendeu das acusações de ligação com os empresários. Segundo o grupo, Ayan e Mônaco "jamais fizeram parte do movimento" e sustenta não haver "confusão" entre o MBL e o MRL, como aponta o MPSP.