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Casal de pastores é solto em Cuba um ano após ser preso por educar os filhos em casa

A Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) anunciou que o regime comunista de Cuba libertou o pastor Ramón Rigal da prisão.

Como havia anunciado o periódico norte-americano CBN News, Rigal e sua esposa Ayda Espósito foram presos em abril do ano passado por educar em casa seus filhos, preocupados com a promoção do socialismo e ateísmo nas escolas públicas cubanas.

O casal foi posteriormente condenado por crimes, incluindo "outros atos contra o desenvolvimento normal de um menor". Espósito foi solto em abril passado.

Rigal foi condenado a dois anos, acusado de cometer atos contra o desenvolvimento normal de seus filhos, juntamente com associação ilícita, já que sua igreja não está registrada no governo.

Enquanto o casal cumpria sua sentença, seus dois filhos permaneciam em casa sem os pais e sem escolaridade.

“Enquanto saudamos a libertação do pastor Rigal e estamos entusiasmados por ele se reunir com sua família, não foi a primeira vez que o pastor Rigal e sua esposa foram presos por causa de suas crenças religiosas", disse o comissário da USCIRF, James Carr. "O governo cubano deve imediatamente deixar de assediar esse casal e permitir que todos os pais cubanos, incluindo os Rigals, criem seus filhos de acordo com sua própria fé".

Os pastores já haviam cumprido um ano de prisão domiciliar por educação em casa em 2017. Os filhos do casal estavam completando seus estudos on-line através de um programa gratuito oferecido por uma escola cristã particular na Guatemala conhecida como Escola Internacional Hebron.

Jornalista independente ainda detido por 'desobediência'

Enquanto isso, o jornalista independente Roberto Jesus Quinones Haces ainda permanece na prisão. Quinones foi detido por tentar cobrir o julgamento do casal e depois condenado pelo crime de "desobediência".

As autoridades cubanas também perseguiram outros jornalistas independentes que denunciam a liberdade religiosa - incluindo Yoe Suárez - e os ameaçaram com acusações criminais e multas ao abrigo do Decreto-Lei 370, que regula o uso da Internet.

"A USCIRF mais uma vez pede a libertação imediata de Jesus Quinones Haces e o fim do assédio de jornalistas independentes que reportam sobre liberdade religiosa", disse a vice-presidente da USCIRF, Anurima Bhargava.

Em seu Relatório Anual de 2020, a USCIRF recomendou que o Departamento de Estado mantivesse Cuba em sua Lista Especial de Observação. A USCIRF divulgou recentemente uma atualização de política detalhando as condições de liberdade religiosa em Cuba durante 2019.