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Imunidade contra o coronavírus pode atingir mais pessoas do que se imagina Uma pesquisa feita com 200 pessoas no Instituto Karolinksa, na Suécia, tem intrigado a comunidade científica. O estudo verificou que para cada pessoa que teve resultado positivo em testes para anticorpos contra o Sars-Cov-2 (vírus que causa a Covid-19), duas tinham células T específicas capazes de identificar e destruir células infectadas. Mesmo pessoas que apresentam resultados negativos em testes de anticorpos contra o coronavírus podem, ainda assim, ter alguma imunidade ao vírus.

As células T são um tipo de linfócito, células de defesa do sistema imunológico presentes no sangue.

A presença dessas células capazes de identificar e destruir células infectadas com o coronavírus, mesmo em pessoas que não têm anticorpos específicos para o vírus, foi observada também em pessoas que tiveram casos leves ou sem sintomas de Covid-19.

Mas ainda não está claro se isso apenas protege esse indivíduo ou se também pode impedi-lo de transmitir a infecção a outras pessoas.

Imune ou não?

O teste de anticorpos é atualmente o método usado para determinar quantas pessoas foram realmente infectadas pelo coronavírus. Imune ou não? Infeccioso ou não? Um estudo da Universidade de Lübeck, na Alemanha, abordou essas questões, entre outros pontos.

A maioria dos participantes da pesquisa teve infecções leves ou moderadas. Em aproximadamente 25% deles, os cientistas não conseguiram encontrar anticorpos significativos contra o coronavírus, apesar de os pacientes terem apresentado sintomas.

Entre pacientes assintomáticos, altos níveis de anticorpos foram encontrados em apenas 20%. Além da questão da imunidade, isso também levanta a questão sobre como essa cifra enigmática pode ser determinada.