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Decotelli: informações falsas no currículo fazem ministro da Educação cair antes de assumir

O Diário Oficial da União publica hoje (1º) o decreto tornando sem efeito o decreto de 25 de junho, que nomeava Carlos Alberto Decotelli da Silva para o cargo de ministro da Educação. Decotelli foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas não chegou a tomar posse devido às várias denúncias de informações falsas em seu currículo. Decotelli mentiu sobre títulos acadêmicos na Argentina e na Alemanha e ainda foi acusado de plágio. Por enquanto a Educação segue sem ministro.

A situação de Decotelli se tornou insustentável depois que uma nota da Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que Carlos Alberto Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição, conforme ele descreve em seu currículo. Ele já havia tido o doutorado e pós-doutorado questionados por universidades estrangeiras e é acusado de plágio no mestrado.

"Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação", diz a nota da FGV.

Na semana passada, ele foi questionado por Franco Bartolacci, reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, que disse que Decotelli não concluiu o doutorado. Na segunda (29), a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, também afirmou que ele não fez pós-doutorado na instituição. Decotelli mudou seu currículo na plataforma Lattes depois dos questionamentos.

O presidente Jair Bolsonaro deve reavaliar alguns dos indicados com que ele já se encontrou na semana passada, como Marcus Vinícius Rodrigues, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) na gestão de Ricardo Velez. Ele é engenheiro e ligado ao mesmo grupo militar de Decotelli. Rodrigues deixou o Inep depois de desentendimento com o grupo ligado a Olavo de Carvalho.