Estudo da UFRJ defende incentivo de deslocamento a pé ou de bicicleta Especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro encaminharam uma recomendação ao governo do estado do Rio de Janeiro para que aumente as frotas de ônibus e de barca e reduza os intervalos de saídas de trens e metrôs, como forma de diminuir os riscos de contágio por coronavírus, nesse momento de retomada dos transportes intermunicipais.

O estudo da Coppe, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ, defende também o incentivo de deslocamentos a pé ou de bicicleta sempre que possível.

O Instituto estima que mais de 1,4 milhão de pessoas precisem se deslocar diariamente entre os municípios do estado, utilizando ônibus ou van. Apenas no horário de pico da manhã, das 7 às 8 horas, são 543 mil passageiros transportados em coletivos intermunicipais, além de todo o contingente que utiliza os trens e o metrô, especialmente em direção à cidade do Rio.

Com o anúncio da reabertura das atividades econômicas na capital fluminense e a retomada de grande parte do transporte intermunicipal, que havia sido paralisado no início da pandemia, o grupo da Coppe estudou as medidas tomadas por outros países que já superaram o pico de contágio, como Alemanha, França e Coreia do Sul. Entre elas estão a implementação de ciclovias e ciclofaixas emergenciais, e a redução de faixas na via destinada a veículos, para aumentar as áreas destinadas a pedestres.

Os pesquisadores também alertam para a obrigatoriedade do uso de máscaras nos transportes e terminais, e a necessidade de isolamento do motorista em cabines fechadas dentro dos ônibus, além da medição de temperatura de todos os funcionários das empresas de transporte.

Os modais também precisam disponibilizar álcool gel aos passageiros e fazer marcações no chão para aqueles que viajam em pé, assim como nos bancos, que devem ficar livres para garantir o distanciamento social.