Líder do grupo A líder do movimento “300 do Brasil”, Sara Winter, foi presa na manhã desta segunda-feira (15) pela Polícia Federal, em Brasília. O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Sara se diz ex-feminista e atualmente luta contra o aborto e apoia outras pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sara é investigada no inquérito das fake news, do qual Moraes é relator. Mas segundo o jornal Correio Braziliense, a prisão foi no âmbito do inquérito que investiga manifestações antidemocráticas, aberto em abril deste ano a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além de Sara, outras cinco pessoas são alvos de mandados, mas ainda não tiveram a identidade revelada.

O grupo de extrema direita “300 do Brasil” é formado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e estava acampado em Brasília. O acampamento foi desmontado na manhã de sábado (13) pelo governo do Distrito Federal.

À tarde, ela e um grupo de cerca de 20 pessoas tentaram invadir as áreas restritas do Congresso Nacional, ultrapassando a estrutura que cercava e subindo na parte externa do prédio, onde ficam as gôndolas, próximo às cúpulas do Congresso, mas foram barrados pela Polícia Legislativa.

À noite, os integrantes do movimento voltaram a reagir e apontaram fogos de artifício para o STF e gravaram vídeos para distribuir nas redes sociais com ataques aos ministros e ao governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

Um dos envolvidos acabou sendo preso pela Polícia Civil do DF no domingo (14). Renan Silva Sena, de 57 anos, assinou um termo circunstanciado de ocorrência, prestou depoimento e foi solto.

O ativista é o mesmo que, em maio, hostilizou e agrediu verbalmente enfermeiras que participavam de em um protesto pacífico e silencioso na Praça dos Três Poderes em homenagem aos profissionais de saúde que se arriscam no trabalho para salvar vidas de pacientes com covid-19.