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Pesquisa mostra que 50% dos entrevistados usariam cloroquina no tratamento da Covid-19 Pesquisa de opinião pública feita pelo Paraná Pesquisas mostra que entre 2.372 pessoas ouvidas, 50,4% fariam uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina. A pesquisa foi estratificada segundo sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica. Ela mostra que 44,7% não tomariam o remédio e 4,9% não souberam ou não opinaram.

O levantamento dos dados foi feito por meio de entrevistas telefônicas com habitantes acima de 16 anos em 26 estados e no Distrito Federal, entre 6 e 11 de junho de 2020. 20% das entrevistas foram auditadas simultaneamente à realização.

A amostra atinge grau de confiança de 95% com margem de erro de aproximadamente 2% para os resultados. Nas análises das questões por localidade, o grau de confiança atinge 95% com margem de erro de 3% para a Região Sudeste, onde foram realizadas 968 entrevistas; 4% para o estrato da Região Nordeste, onde foram realizadas 599 entrevistas; 5,5% para o estrato da Região Norte + Centro-Oeste onde foram realizadas 335 entrevistas; e 5,5% para o estrato da Região Sul, onde foram realizadas 324 entrevistas.

Recomendações
A OMS não recomenda o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Aqui no Brasil, os Conselhos Federais de Medicina (CFM) e de Enfermagem (Cofen) e a Associação Médica Brasileira (AMB) publicaram orientações e recomendações reforçando que ainda não há evidências que comprovem a eficácia desses medicamentos.

O Ministério da Saúde lançou um protocolo para o manuseio de medicamentos para pacientes com covid-19 na rede pública desde os casos com sintomas mais leves. O documento sugere o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina associadas ao antibiótico azitromicina desde o primeiro dia, com doses que aumentam de acordo com a gravidade e com o tempo de infecção. Há uma série de exames que precisam ser realizados antes que as drogas sejam indicadas, como eletrocardiograma e diagnóstico para covid-19. O texto também ressalta que faltam estudos para embasar o uso dos medicamentos.