OMS diz que transmissão de coronavírus por assintomáticos “é muito rara” A infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou hoje (8) durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus que a propagação de covid-19 a partir de pacientes assintomáticos é “muito rara.”

Segundo a médica, os dados levantados até agora mostram que pessoas que não apresentam os sintomas da doença possuem pouco potencial infectológico para contaminar indivíduos saudáveis. De acordo com a especialista, deve haver esforços dos governos para identificar e isolar pessoas que apresentam sintomas.

“Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara,”, afirmou a médica ao ser questionada por jornalistas.

Ainda segundo Kerkhove, é necessário traçar todos os contatos que pessoas que desenvolveram a doença tiveram com outros indivíduos. A infectologista afirmou ainda que é necessário realizar mais estudos para chegar a uma “resposta verdadeira” sobre todas as formas de transmissão do novo coronavírus.

A OMS, que já foi questionada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por não ter feito um alerta imediato sobre os riscos do novo coronavírus, tem se mostrado confusa em seus esclarecimentos sobre a doença. Todos se lembram quando inicialmente o uso de máscara como item de proteção foi descartado e depois tornou-se um símbolo no combate à disseminação do vírus. No entanto, na última sexta-feira (05) a organização emitiu novas orientações sobre o uso de máscaras.

Outra contradição da OMS foi com relação ao uso da hidroxicloroquina em pacientes iniciais da Civid-19. Depois de publicar um estudo dizendo que o medicamento era ineficaz contra a doenças, além de provocar graves efeitos colaterais, os líderes da OMS se desculparam, admitindo que o estudo não era conclusivo.

Antes disso, Trump já havia suspenso o repasse de verbas à entidade, afirmando que os EUA passará a financiar outras instruções de saúde. O mesmo caminho deve tomar o Brasil, se depender do presidente Jair Bolsonaro.