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Reverendo batista pede durante funeral de George Floyd:

O reverendo Al Sharpton, que pronunciou uma das elegias nesta quinta-feira (04) no funeral de George Floyd em Minneapolis, é um incansável, mas controverso, lutador pelos direitos civis nos Estados Unidos, que esteve na vanguarda dos confrontos raciais mais explosivos do país no último meio século.



Al Sharpton, que também é comentarista de televisão, dirigiu o primeiro dos seis serviços fúnebres programados para os próximos dias.



Ontem (04), estiveram também presentes o reverendo Jesse Jackson, a senadora Amy Klobuchar, do Minnesota, vários membros do Congresso e celebridades, como Ludacris, Kevin Hart, Tiffany Haddish e T.I.



Em um momento da cerimônia, a audiência ficou em silêncio por oito minutos e 46 segundos, período em que o policial branco Derek Chauvin se ajoelhou sobre o pescoço de Floyd até provocar a morte dele.



“A história de George Floyd tem sido a história dos negros. Porque desde 401 anos atrás, a razão pela qual nunca poderíamos ser quem queríamos e sonhamos é que mantiveram o joelho no nosso pescoço ”, disse Sharpton no seu elogio fúnebre, dizendo ser a "hora de nos levantarmos em nome de George e dizer: 'Tire seu joelho do nosso pescoço!'"



Defensores elogiam o reverendo batista de 65 anos por seu ativismo contra o racismo, mas seus críticos o lembram como um provocador divisivo.



Elegantemente vestido, Sharpton se acalmou com os anos e adotou um estilo mais contido e reflexivo.



Nascido em 3 de outubro de 1954 no Brooklyn – onde outro funeral em homenagem ao Floyd acontecerá simultaneamente ao de Minneapolis – Sharpton é conhecido por suas habilidades retóricas durante os sermões da igreja desde que ele tinha apenas quatro anos de idade.



Aos nove anos, foi ordenado ministro pentecostal e, quando ainda era adolescente, foi escolhido pelo reverendo Jesse Jackson como diretor de jovens em Nova York para uma iniciativa nacional de combate à pobreza em bairros negros.



Quando Martin Luther King foi assassinado em 1968, ele tinha 13 anos. Sua vida mudou radicalmente em 1973, quando conheceu o cantor de soul James Brown em um show e acabou passando vários anos em turnê com o músico.



Sharpton concorreu sem sucesso ao Senado de Nova York em 1992 e 1994, a prefeito de Nova York em 1997 e foi pré-candidato presidencial democrata em 2004.



Ele não obteve votos para vencer, mas o suficiente para ser levado a sério por seus rivais.



O presidente Donald Trump o descreveu como “um vigarista, um agitador”.