Moro é impedido de advogar, mas segue com salário de ministro por seis meses Em consulta à Comissão de Ética da Presidência da República. O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro descobriu que está proibido de advogar pelos próximos seis meses. A consulta foi analisada na terça-feira (02) pelo colegiado, que concedeu a Moro, assim como acontece com autoridades que têm acesso privilegiado a informações do Estado, o direito de receber durante seis meses a remuneração que tinham. Ou seja, Moro ainda receberá o seu salário de ministro, de mais de R$ 30 mil, até outubro deste ano.

A Comissão de Ética analisou ainda o pedido para Moro ser professor. O que foi autorizado pelo colegiado.

Na consulta para ser articulista de jornal e revistas, Moro encontrou impedimentos. No caso, três conselheiros foram a favor de permitir que o ex-ministro escreva em veículos de comunicação.

Outros dois, que eram contra a publicação de textos do ex-ministro, foram vencidos. Esse foi o primeiro caso do ex-ministro julgado na Comissão de Ética, mas já outros protocolados que devem ser analisados em breve.

Foram contrários a decisão de o ex-ministro de publicar artigos os conselheiros Gustavo do Vale Rocha e Milton Ribeiro.