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Após perder financiamento dos EUA, OMS admite que China reteve informações sobre coronavírus As autoridades chinesas estão sendo acusadas de reter informações relevantes sobre o novo coronavírus por semanas após seu surgimento. A descoberta causou frustração entre os representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo uma reportagem da agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) publicada nesta terça-feira (2).

Uma investigação da Organização Mundial da Saúde aponta que a ação de Pequim teria atrasado o preparo da comunidade internacional contra a pandemia, que já ceifou centenas de milhares de vidas.

Os documentos internos da OMS revelam que as autoridades chinesas falharam em compartilhar o mapa genético do vírus por mais de uma semana após a decodificação.

Por mais de duas semanas após a descoberta, o regime comunista também não revelou que o vírus poderia ser transmitido entre humanos.

O Instituto de Virologia de Wuhan decodificou o vírus em 2 de janeiro, mas os detalhes da descoberta só foram revelados no dia 12 de janeiro. Com relação a transmissão do vírus, Pequim avisou a OMS e outros governos apenas no dia 20 de janeiro.

Rompimento com EUA
O governo dos Estados Unidos já havia acusado a China e a OMS de esconderem a gravidade do coronavírus na fase em que era possível conter o avanço da pandemia.

Na sexta-feira (29), o presidente Donald Trump avisou que estava encerrando relações com a Organização Mundial da Saúde e que vai realocar financiamento antes destinado ao órgão a outras iniciativas.

Para Trump, a OMS foi "pressionada" pela China para dar "direcionamentos errados" ao mundo sobre o novo coronavírus, causador da Covid-19.

"O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês", disse Trump.