Setor de serviços é o principal beneficiado na retomada gradual das atividades no Rio A cidade do Rio deu início à flexibilização das medidas de isolamento social nesta terça-feira (2), seguindo o plano de retorno da economia anunciado pela prefeitura.

Segundo o prefeito Marcelo Crivella, a retomada das atividades será "gradual e responsável". Ao todo, o plano conta com seis fases de reabertura, com previsão de duração de 15 dias cada, período que pode ser revisto conforme o monitoramento.

A primeira etapa, que começou hoje, prevê a volta do funcionamento do setor de serviços. Já o comércio de rua permanece fechado, com exceção de agências de automóveis, lojas de móveis e decoração.

As lanchonetes, os bares e restaurantes mantêm o esquema de entrega em domicílio, e as academias continuam fechadas. Hotéis e hostels podem reabrir, mas pontos turísticos seguem fechados.

As praias poderão ser frequentadas somente para atividades físicas no calçadão e esportes aquáticos individuais. Os parques também abrem apenas para prática de atividade física.

Nesta fase inicial, os shoppings permanecem fechados, somente com as lojas de alimentação trabalhando no sistema de delivery.

Todas as fases serão acompanhadas por um Comitê Permanente de Gestão e Execução do Plano de Retorno, segundo a prefeitura. Crivella afirmou que o monitoramento será diário.

O prefeito informou, ainda, que a conclusão de todas as fases deverá acontecer em agosto se tudo correr dentro do previsto, ou seja, se não houver um aumento de casos que a capacidade de leitos da cidade não possa absorver. Crivella estimou que as aulas nas escolas municipais poderão ser retomadas em julho.

Evitar aglomerações é fundamental
Segundo o superintendente de Educação da Vigilância Sanitária do Rio, Flávio Graça, além dos comitês de crise e científico da Prefeitura, mais de 50 técnicos de todas as áreas da administração participaram do planejamento de reabertura. Entre os critérios levados em consideração estão o número de pessoas aglomeradas em espaços fechados; o grau de interação e compartilhamento de produtos; a impossibilidade de afastamento; a probabilidade de propagação; e a geração de emprego.

Preocupação com demais doenças

"O afastamento social é importante para evitar contágio. Precisamos ter equilíbrio e contar com a colaboração de todos. Mas temos que nos preocupar com outras comorbidades. Estamos com pacientes graves de outras doenças que nada têm a ver com coronavírus, mas que, com medo de contaminação, deixaram de ir aos hospitais e estão morrendo. O isolamento social deixa por exemplo esses efeitos colaterais. Temos que nos atentar e preocupar com todos", explicou o prefeito.