Polícia Federal faz operação na residência do governador Wilson Witzel

A Polícia Federal iniciou na manhã desta terça-feira (26) a Operação Placebo, sobre suspeitas de desvios na Saúde do Rio de Janeiro para ações na pandemia de coronavírus. São 12 mandados de busca e apreensão, um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel.

A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, responsável por ordenar ações contra governadores.

Equipes também foram mobilizadas para a casa onde Witzel morava antes de ser eleito, no Grajaú, e no escritório de advocacia do governador, que é ex-juiz federal.

Segundo as investigações, foi identificado um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

No último dia 14, a PF, o MPF e o MPRJ realizaram a Operação Favorito contra desvio nas instalações dos hospitais de campanha do estado. Na ocasião, foram presas mais de 10 pessoas, dentre elas o ex-deputado estadual Paulo Melo (MDB), o empresário Mário Peixoto, que tem vários contratos firmados com o governo do estado na área da Saúde. 

Na ocasião, foram encontrados R$ 21 mil em espécie em um endereço da capital e R$ 1,589 milhão na casa de um dos alvos, em Valença, no Sul Fluminense. *Em atualização

Os agentes da Polícia Federal deixaram o Palácio Laranjeiras por volta das 8h40 com um malote de documentos.

Witzel se manifestou uma hora depois e negou participar de qualquer esquema de fraude na saúde do estado do rio de janeiro.

O governador disse que "a interferência anunciada pelo presidente da República está devidamente oficializada e que está à disposição da Justiça".

O presidente Jair Bolsonaro parabenizou nesta manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, a ação policial no Rio de Janeiro. Bolsonaro disse que soube da ação pela mídia.

As investigações apontam a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Bolsonaro também afirmou que a sanção de socorro a Estados e municípios, de aproximadamente 60 bilhões de reais para serem usados nas ações de combate ao coronavírus, vai ser sancionada entre hoje e quarta-feira (27).