Apesar da liberação, igrejas evangélicas de Porto Alegre ficarão fechadas até o fim de maio Fechados desde março em razão do distanciamento social, igrejas e templos religiosos podem retomar as atividades presenciais em Porto Alegre. Publicado na noite de terça-feira  (19), um decreto assinado pelo prefeito Nelson Marchezan autorizou a realização de missas e cultos evangélicos na Capital. Assim como em outros setores, a retomada precisa observar regras estritas: a limitação do número de pessoas a 30 por vez e o distanciamento de dois metros entre elas são obrigatórias nas celebrações. 

No entanto, nas igrejas evangélicas de matriz luterana, a liberação do poder público não deve motivar a retomada dos cultos. Por precaução, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) orientou as sete unidades da Capital a permanecerem fechadas, pelo menos até o fim de maio: “podemos fazer um sacrifício de amor e esperar por mais um tempo”, diz o documento enviado pela IECLB.

Outras denominações evangélicas também escolheram esperar para abrir as portas aos fiéis. O pastor Mauricio Martins, da Brasa Church, disse ao Jornal Zero Hora que a igreja, que recebe cerca de mil pessoas por mês, não tem planos de retomar as atividades presenciais enquanto houver risco de contaminação pelo coronavírus. 

— Paramos uma semana antes porque temos alguns médicos que frequentam a igreja, e acharam que seria saudável. Vamos continuar fazendo os cultos pela internet e retomar com muito cautela, porque estamos preocupados com a segurança das pessoas — conta. 

Entre os pastores de igrejas batistas da Capital, a liberação da prefeitura foi recebida como um balde de água fria. Segundo o presidente da Ordem dos Pastores Batistas, Paulo Cabral, a limitação de pessoas a 30 por culto dificulta a organização e realização das celebrações. 

— Trinta pessoas é o que eu preciso só para organizar o culto. Nossa comunidade reúne 600, 700 pessoas por culto. Conseguir colocar pelo menos 200 bem espaçadas — argumenta o pastor, que comanda a Igreja Batista Passo D’Areia, na Zona Norte. 

Cabral acredita que somente igrejas muito pequenas deverão retomar as atividades nesse formato. A expectativa das demais, segundo ele, é de uma nova flexibilização, indexada à capacidade de ocupação dos templos.