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Bolsonaro deve liberar mais duas parcelas de auxílio emergencial O presidente da República, Jair Bolsonaro, estuda a possibilidade de que o auxílio emergencial para socorrer aos trabalhadores autônomos e informais seja prorrogado.

De acordo com Bolsonaro, o governo federal deve repassar ainda mais duas parcelas do benefício, com um valor inferior a R$ 600.

Durante entrevista a uma rádio de São Paulo, Bolsonaro destacou que as parcelas seriam importantes “para ver se a economia pega”.

“Conversei com o Paulo Guedes. Vamos ter que dar uma amortecida. Vai ter quarta parcela, mas não de R$ 600. Não sei quanto vai ser, R$ 300, R$ 400. E talvez a quinta. Talvez seja R$ 300, R$ 200. Até para ver se a economia pega. Não podemos jogar para o espaço mais de R$ 110 bilhões que foram gastos agora dessa forma. Isso vai impactar nossa dívida no Tesouro, e para ver se a economia pega.”

Bolsonaro também voltou a criticar a atuação de governadores e lamentou os efeitos na economia causados pela pandemia de coronavírus:

“O estrago que alguns fizeram, precocemente, fechando tudo como se tivesse competição entre uma prefeitura e outra… quem está mais preocupado de defender a vida de quem está lá dentro se esqueceu do segundo problema. São dois problemas para tratar. Há 60 dias venho falando isso. O problema da vida, que tem a ver com vírus, e a questão da economia, que é com emprego. Ignoraram. Ficaram 100% na vida.”

Foi exatamente no dia 25 de março que Bolsonaro passou a defender que o isolamento vertical deveria ser o caminho dali para a frente.

O que é isolamento vertical?
A ideia é simples: em vez de mandar todo mundo para casa, fechar escolas e empresas, por que não só isolar as pessoas mais vulneráveis ao novo coronavírus? Pelo que se sabe até agora, a taxa de complicações e mortes é bem maior em alguns grupos: indivíduos acima de 60 anos, portadores de diabetes, hipertensão e doenças cardíacas ou pulmonares. 

Ao menos em tese, isso permitiria que os mais jovens voltassem aos estudos e ao trabalho, fazendo girar a roda da economia. Seguindo ainda essa linha de raciocínio, as companhias manteriam seu ritmo de trabalho e as pessoas continuariam a consumir com certa normalidade.

Há outro: com os indivíduos de 20, 30, 40 e 50 e poucos anos saindo de casa, invariavelmente elas se infectariam com o coronavírus. Como não fazem parte de grupos de risco, não teriam grandes consequências à saúde e ficariam protegidos. Em longo prazo, isso criaria uma “imunidade de rebanho” e evitaria novos surtos ou epidemias provocadas por esse agente infeccioso.