Escândalo em igreja de Los Angeles A igreja La Luz del Mundo (LLDM) em Los Angeles, nos Estados Unidos, vive um escândalo com a prisão de seu líder, Naasón Joaquín García, preso no aeroporto da cidade americana em 3 de junho. Ele e mais três mulheres ligadas à igreja são acusados pela Promotoria do Estado da Califórnia de 26 crimes, entre eles tráfico de pessoas, pornografia infantil e abuso de menores.

A igreja convocou milhares de fieis para uma vigília, a fim de que os acusados provem “sua inocência”.

García é conhecido como "O Apóstolo" e esta à frente de uma igreja que afirma ter cerca de 7 milhões de seguidores no mundo, inclusive no Brasil, onde está presente há 25 anos, com o nome de Igreja do Deus Vivo Coluna e Baluarte da Verdade A Luz do Mundo, segundo o ministro Héctor Julio González.

González disse à BBC News Brasil que as acusações contra seu líder foram uma surpresa para os cerca de 300 fiéis da igreja em cinco capitais do país.

"Conhecendo a trajetória de vida digna, honesta e limpa do apóstolo, nunca imaginávamos que algo assim fosse acontecer. Cremos na sua inocência. São acusações anônimas, e nada até agora foi comprovado. Confiamos nas instituições de justiça dos Estados Unidos para que tudo isso seja tirado a limpo", afirma o ministro.

O escândalo fez com que surgissem queixas e denúncias contra a LLDM em fóruns na internet por pessoas que abandonaram o que qualificam como um "culto" religioso.

"Cultuamos a Deus. As pessoas muitas vezes falam coisas pejorativas sem nos conhecer. Não se pode julgar ou condenar sem antes conhecer os fatos", diz González.

A BBC News Mundo conversou com um destes ex-fiéis, uma jovem americana de 23 anos, que diz ter deixado a igreja há dois anos após sofrer um trauma psicológico. Ela afirma ter sido castigada por ter perdido a virgindade.

“Ainda tenho traumas psicológicos e conto com ajuda profissional para lidar com isso. Sabia que seria arriscado deixar a igreja, mas as coisas melhoraram para mim", disse a jovem concluindo seu relato.