Semana começa com menos mortes por Covid-19 no mundo Após quase dois meses, a segunda-feira (18) foi o dia com menos mortes por coronavírus no mundo. A boa notícia foi publicada pelo jornal norte-americano Financial Times. Usando dados do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, a reportagem apontou que ontem houve 3.138 registros de óbitos, o menor número desde 30 de março.

Coincidência ou não, alguns países europeus, como Grécia, Alemanha e Áustria iniciaram neste mesmo dia a flexibilização do isolamento da população, apesar do medo de uma segunda onda de contágios.

Pico no Brasil
O achatamento da curva, no entanto, ainda não chegou ao Brasil, que neste momento é o segundo mais afetado pela pandemia, atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com o Ministério da Saúde, até ontem 16.792 pessoas já haviam morrido de Covid-19 em todo o país. Mais o número de curados, felizmente, passa dos 100 mil.

O esperado pico da pandemia de covid-19 deve ocorrer nesta semana, no Brasil, de acordo com um modelo matemático feito por pesquisadores da Coppe/UFRJ, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux, na França. Ainda segundo o modelo, o número de registros deve começar a se estabilizar no fim do mês de julho, quando alcançar um patamar de 370 mil. Este número pode chegar a 1 milhão, se forem levados em consideração os casos não reportados.

Para tentar frear a doença, alguns estados brasileiros já aderiram ao lockdown, uma quarentena mais endurecida. Nesta terça, foi a vez de o Amapá adotar a medida, enquanto o Maranhão suspendeu o fechamento total. Já São Paulo pretende criar um megaferiado de seis dias para tentar aumentar o índice de isolamento da população e desafogar o sistema de saúde. No entanto, prefeituras do litoral paulistano temem que a medida provoque um êxodo para as regiões praianas.


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