Estudo de vacina desenvolvida pela Moderna tem resultados satisfatórios em humanos A resposta decisiva para o fim da pandemia de coronavírus parece estar cada vez mais próxima. Desta vez, a companhia de biotecnologia, localizada em Massachusetts, nos EUA, viu suas ações na Bolsa dispararem após anunciar o desenvolvimento de uma vacina que “parece ser segura e capaz de estimular resposta imunológica contra a Covid-19”.

Em março, a pesquisa passou a usar humanos para testagem da fórmula. Nesta primeira etapa do estudo, todas as pessoas submetidas a duas doses tiveram resultado satisfatório, com presença de anticorpos contra o coronavírus, segundo a companhia de biotecnologia.

Os estudos contaram com a participação de 45 voluntários, na faixa etária de 18 a 55 anos, e envolvem a administração de três doses, equivalentes a duas aplicações da vacina, com 25 microgramas, 100 microgramas e 250 microgramas.

Nesta fase, os testes clínicos estavam focados na segurança do composto, e ainda não é possível afirmar 100% que ele será capaz de prevenir que pessoas sejam infectadas pelo vírus. Mesmo assim, a notícia traz uma grande esperança.

A Moderna começará uma segunda fase de estudo imediatamente para, em julho, passar para a última etapa. A empresa mira a possibilidade de ter a vacina disponível já no outono do hemisfério norte, algo que jamais aconteceu na história de desenvolvimento de vacinas.

Parte das pesquisas conduzidas pela Moderna está sendo financiada pela Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), entidade criada pela Bill & Melinda Gates Foundation para apoiar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra surtos desse porte. O trabalho também conta com uma estreita colaboração, desde janeiro, com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Os investidores comemoraram os resultados iniciais, o que fez com que as ações da empresa subissem 30%. Desde o começo de 2020, a gigante de biotecnologia triplicou seu valor das ações.