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EUA fará estudo rigoroso para comprovar eficácia da hidroxicloroquina O Instituto Nacional da Saúde (NIH), órgão do Ministério da Saúde dos Estados Unidos, lançou um teste clínico extenso para avaliar a eficácia da combinação entre a hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina para evitar a internação e mortes por Covid-19.

Estudos menores da China e do Brasil sugerem que o tratamento alivia a infecção respiratória, diminuindo a letalidade da doença. No entanto, ao mesmo tempo, há pesquisas que apontam para nenhuma melhora após o uso da hidroxicloroquina e, até mesmo, que seu uso pode causar efeitos colaterais como parada cardíaca.

Hoje, a aplicação da hidroxicloroquina só pode ser feita em pacientes hospitalizados, para que haja acompanhamento médico de perto para efeitos colaterais.

Muitos testes clínicos estão sendo realizados ao redor do mundo, mas este novo é o maior até então: randômico, com 2 mil participantes em 30 locais diferentes dos Estados Unidos.

Uso no Brasil
Após a saída de Nelson Teich, o Ministério da Saúde prepara um novo protocolo para o uso do medicamento hidroxicloroquina no tratamento da covid-19. Segundo nota divulgada na sexta-feira (15), novas orientações de assistência aos pacientes estão sendo finalizadas.

"O objetivo é iniciar o tratamento antes do seu agravamento e necessidade de utilização de UTI (Unidades de Terapia Intensiva). Assim, o documento abrangerá o atendimento aos casos leves, sendo descritas as propostas de disponibilidade de medicamentos, equipamentos e estruturas, e profissionais capacitados", afirma o texto.

Segundo a pasta, as orientações buscam dar suporte aos profissionais de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) e acesso aos usuários mais vulneráveis "às melhores práticas que estão sendo aplicadas no Brasil e no mundo". Atualmente, o medicamento é utilizado em pacientes graves.