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Igrejas na Itália passam por desinfecção antes de serem reabertas O Exército da Itália e a empresa pública de limpeza de Roma iniciaram nesta semana a desinfecção das 337 igrejas da diocese da capital italiana como preparação para a retomada das missas na segunda-feira (18), após o encerramento das restrições de circulação por conta da pandemia da Covid-19.

A primeira ação aconteceu na moderna Basílica de Dom Bosco, onde uma equipe de soldados, coberta com roupas de proteção, esteve no início da manhã de quarta-feira (13) limpando o exterior da igreja. No interior, bancos, confessionários e itens como o púlpito ou o altar principal também foram desinfectados.

A limpeza é feita a fim de “garantir maior segurança a muitos fiéis que voltarão a frequentar as igrejas da cidade”, disse a prefeita da capital, Virginia Raggi, em nota.

Para desinfetar, foi utilizado um “produto à base de enzimas naturais”, conforme relatado pelo conselho da cidade. O governo decretou algumas regras de segurança para a retomada de missas nesta fase de relaxamento da quarentena.

Deve haver pelo menos um metro, tanto frontal quanto lateral, de separação entre os fiéis. Haverá voluntários que garantirão que a distância e o número máximo de fiéis autorizados a entrar sejam respeitados.

Na entrada, também será necessário colocar um dispensador de gel desinfetante e a igreja, a todos os objetos utilizados, como microfones ou púlpitos, deverão ser desinfetados após cada cerimônia, entre outras recomendações.

Apesar da maioria católica, Roma e toda Itália também tem templos evangélicos e de outras religiões. Espera-se que todos recebam os mesmos cuidados.

Evangélicos
A Comissão das Igrejas Evangélicas para Relações com o Estado enviou uma carta no fim de abril à ministra do Interior, Luciana Lamorgese, cobrando o respeito à liberdade de culto.   

"Desejamos que a liberdade do exercício de culto público, sancionada pelo artigo 19 da Constituição, seja plenamente garantida a todos os crentes, no respeito das especificidades de cada confissão religiosa e com discernimento e prudência", disse o presidente do comitê, pastor Luca Maria Negro.   

Antes disso, a CEI já havia divulgado um comunicado no qual diz que os bispos italianos "não podem aceitar o comprometimento do exercício da liberdade de culto". "Deve estar claro a todos que o empenho no serviço para os pobres, tão importante nesta emergência, nasce de uma fé que precisa se nutrir em suas fontes, principalmente a vida sacramental", afirma a nota.   

Muçulmanos
Os muçulmanos comemoram até o fim de maio o Ramadã, mês sagrado do Islã.   

Estou de acordo com a CEI [Conferência Episcopal Italiana]. Não é apenas uma questão de garantir o direito de culto, mas é também uma insensibilidade com os crentes de qualquer fé", disse à ANSA o imã Yahya Pallavicini, presidente da Comunidade Religiosa Islâmica Italiana (Coreis).   

Pallavicini ainda reclamou da falta de diálogo do governo com os muçulmanos. "Não fomos sequer chamados, o primeiro-ministro deve nos convocar", acrescentou o imã, propondo a reabertura dos cultos com público controlado, distanciamento físico e uso de máscaras e luvas.   



*Com informações da EFE