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Médica de 87 anos recebe alta após 50 dias na UTI Após 50 dias unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Alemão Oswaldo Cruz para tratamento de Covid-19, a doutora Angelita Habr-Gama, de 87 anos, teve alta. A professora titular de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) foi para casa no domingo (10).

Doutora Angelita é referência mundial em coloproctologia, estudo das doenças do intestino grosso, do reto e ânus.

Quando Angelita Gama esteve internada, o ex-ministro da saúde Henrique Madetta se equivocou e chegou a anunciar e lamentar a morte da especialista em coletiva de imprensa. Ele se desculpou em seguida em suas redes sociais.

Ela foi a primeira mulher a chefiar o Departamento de Cirurgia da USP e fundou a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino. Nascida na Ilha de Marajó, ela entrou na faculdade de Medicina em 1952, aos 19 anos. Na carreira, já ganhou mais de 50 prêmio científicos.

Entre as muitas homenagens recebidas, destacam-se o “Mérito Santos-Dumont”, do Estado de Minas Gerais, e a “Medalha do Pacificador”, concedida pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998.

“Integrante do corpo clínico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz desde 1960, Angelita Gama é uma referência para todos nós. Vê-la curada, depois de uma intensa batalha contra o vírus, renova nossa confiança na Medicina, na Ciência, na luta para salvar vidas e traz imensa alegria a todo o corpo clínico e assistencial da instituição”, diz o texto da instituição, assinado pelo diretor clínico Marcelo Oliveira Santos, pelo diretor executivo médico Antonio da Silva Bastos Neto e pelo infectologista Gilberto Turcato.