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Psicóloga acredita que vínculos afetivos vão superar distanciamentos neste Dia das Mães Como comemorar o Dia das Mães em meio a uma pandemia, que exige de todos o isolamento social? Para a psicóloga Tânia Melo, as tecnologias tendem a abrandar o sentimento de frustação pelo impedimento do encontro de muitas mães e filhos, numa data tradicional em nosso calendário. Ela ressalta que o importante é externar o afeto, mesmo à distância, utilizando as redes sociais, mantendo o vínculo como forma de alimentar a esperança de que esse momento passará.

- É uma situação nova e desafiadora. Em tempos de clausura tudo se torna mais sensível. As reuniões de família, aqueles almoços, vão ter de ficar em segundo plano. Isso pode causar muita frustação e mal estar emocional nas pessoas. Por isso, as redes sociais serão o grande canal para que todos externem seus sentimentos e possam ter um contato com suas mães e filhos numa data tão marcante, salienta Tânia.

Ela ressalta que mesmo as mães que têm seus filhos ainda morando na mesma casa, terão de ter muito cuidado, pois o contato físico tem de ser evitado.

- Algo que era simples e natural, dar um abraço ou um beijo, ficou impossibilitado. Somos seres relacionáveis, precisamos estar integrados a um grupo. Os meios virtuais ajudam a manter esse vínculo vital aceso e possível - explica a psicóloga.

A psicóloga lembra que a quarentena surgiu pela necessidade de preservação da vida. Segundo ela, esta causa deve ser vista como um momento de reflexão e de um olhar mais atento ao outro e a mundo.

- O importante é ter a consciência do vínculo mantido. É isso que vai alimentar a esperança de que, com certeza, este momento irá passar, diz.