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No Rio, ministro da Saúde diz que é preciso reavaliar estratégias de combate ao coronavírus O ministro da Saúde, Nelson Teich, veio ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (8) para conhecer hospitais de campanha e discutir as estratégias locais para combater o coronavírus.

O Rio é o segundo estado com maior número de casos da doença, mais de 14 mil, e cerca de 1.400 mortes. Após uma visita ao hospital de campanha do RioCentro, construído pela prefeitura da capital, o ministro destacou que é preciso avaliar estratégias para evitar o agravamento dos quadros clínicos dos pacientes com covid-19.

“Conhecer o lugar, ver o que está sendo feito. Entender os recursos que tem no Rio de Janeiro, nas três esferas, para fazer com que sejam cada mais estruturados, acelerar e otimizar a capacidade que a gente tem para atender as pessoas. Estratégias para tentar evitar a gravidade da doença e que as pessoas precisem tanto de terapia intensiva. Vou ver a parte federal, estadual e municipal para unir as forças.”

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, aproveitou a visita para pedir reforços de profissionais de saúde e cobrou também que os governos federal e estadual contribuam com a abertura de mais leitos na cidade, que também atende pacientes da região metropolitana, especialmente da Baixada Fluminense.

De acordo com Crivella, o ministro prometeu acionar um cadastro de profissionais de saúde das Forças Armadas, na ativa ou na reserva, para assumir postos de trabalho nas cidades com carência desses trabalhadores.

“Oitocentas mil pessoas, profissionais de saúde, que poderão ser cedidos a todo o Brasil. Isso nos fará vencer essa guerra. E, com a visita do nosso ministro, conhece nossa principal instalação, agora, com certeza, vai ouvir nosso pedido.”

Crivella também falou sobre a possibilidade de bloqueio total da capital, com restrição severa de entrada e saída e de circulação pelas ruas, o chamado lockdown.

O prefeito defendeu a adoção de interdições mais pontuais, apenas em locais de aglomeração, como foi feito nos centros comerciais de Campo Grande e Bangu, na zona oeste.