Ex-subsecretário de Saúde do RJ é preso O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do RJ prenderam hoje (7) Gabriell Neves, ex-subsecretário estadual de Saúde, e mais três pessoas.

Eles são suspeitos de receber vantagens na compra emergencial de respiradores para pacientes de Covid-19 no estado. Uma quinta pessoa é procurada.

Neves foi exonerado pelo governador Wilson Witzel no dia 20 de abril após denúncias de irregularidades -- os contratos questionados somaram R$ 1 bilhão, entre respiradores, máscaras e testes rápidos comprados sem licitação.

Equipes do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MPRJ) e da Delegacia Fazendária também cumprem 13 mandados de busca e apreensão no Município do Rio.

Uma das suspeitas de problemas de Gabriell Neves na Saúde está na contratação por R$ 76,5 milhões da empresa OZZ Saúde Eireli para fazer a gestão do SAMU na cidade do Rio de Janeiro, que antes era feita exclusivamente pelo Corpo de Bombeiros.

Ao fundamentar a compra, a secretaria cita a lei federal 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que permite a contratação de serviços “destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”.

Na notícia presente no site da pasta, no entanto, o próprio governo diz que a mudança na gestão do Samu não foi fruto da pandemia – que sequer é mencionada na notícia –, mas sim por uma determinação do Tribunal de Contas do Estado.

Também há indícios de fraude no processo de construção de sete hospitais de campanha do governo do Rio de Janeiro. A medida é a principal ação contra a pandemia da Secretaria de Estado da Saúde.




*Com informações do G1