Publicidade

China tem apenas 2 casos de coronavírus em um dia A China mantém a tendência de queda de novas infecções pelo novo coronavírus após registrar nesta quinta-feira (7), assim como ontem, apenas dois novos casos, segundo informações da Comissão Nacional de Saúde do país.

Um dos casos foi detectado em Xangai, no leste do país, e o outro em Guangzhou, no sudeste, em pessoas que vieram do exterior, informou as autoridades. Desde o início de maio, a China vem tendo menos de quatro casos novos de Covid-19 por dia.

O último dia em que o país registrou dois dígitos nessa estatística foi 30 de abril, com 12 novos casos.

De acordo com os números oficiais, a China teve um total de 11 novos casos nos primeiros seis dias de maio.

Além disso, as autoridades disseram que até a última meia-noite local (13h de quarta-feira em Brasília), 46 pacientes tiveram alta e outros três saíram do estado grave. Com isso, o número de pessoas atualmente infectadas pelo novo coronavírus na China é de 295, das quais 23 estão em estado grave.

O órgão oficial não relatou nenhuma morte em seu último boletim, e com isso o número total de mortes por Covid-19 permanece em 4.633 entre as 82.885 pessoas oficialmente diagnosticadas como infectadas na China desde o início da pandemia, das quais 77.957 sobreviveram à doença e tiveram alta.

Isolamento social
Um estudo publicado esta semana por um pesquisador da Universidade de Yale, nos EUA, afirma que as medidas de contenção adotadas pela China no início da pandemia do novo coronavírus, em janeiro, podem ter evitado pelo menos 1,4 milhão de casos e 56 mil mortes por covid-19 e conseguiram controlar a doença.

Os resultados mostraram que a quarentena restrita, o fechamento das cidades e outras políticas de saúde reduziram a taxa de transmissão do coronavírus. O modelo afirma que a contenção começou a ter efeitos em fevereiro.

A medida mais eficaz, segundo o modelo, foi fechar as cidades, impedindo que o vírus fosse transportado a outras partes da China. O distanciamento social, vigilância sanitária sobre as comunidades e restrições à circulação de pessoas também foram importantes.

A saída de pessoas da região onde começou o surto era o maior risco, afirmam os pesquisadores, mais do que proximidade geográfica e as condições socioeconômicas da população.

A China interditou a cidade central de 11 milhões de habitantes em 23 de janeiro, uma medida drástica que passou a simbolizar sua abordagem agressiva diante do vírus.

No dia 8 de abril, milhares de chineses comemoraram o fim de mais de dois meses de confinamento em Wuhan, berço da pandemia de Covid-19.