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Tanzânia troca isolamento pela fé Enquanto por todo o mundo são aplicadas medidas de isolamento social no enfrentamento ao coronavírus, na Tanzânia o presidente John Magufuli pediu à população que se comprometa com Deus e mantenha a economia do país funcionando. O número de vítimas fatais no país chegou a 18 no sábado (02).

Por lá o confinamento é praticamente zero. O sistema escolar está fechado, mas os terminais de ônibus e mercados continuam lotados.

Magufuli, apelidado de “trator” (tingating em suaíli), é um dos poucos líderes políticos mundiais que colocam em dúvida o perigo da pandemia.

“É hora de consolidar nossa fé e seguir orando a Deus, em vez de colocar máscaras no rosto. Não deixem de orar em igrejas e mesquitas”, declarou no mês passado em Dodoma, a capital política.

Este país do leste da África, com quase 60 milhões de habitantes, registrou seu primeiro caso de coronavírus em 16 de março, e os infectados aumentaram em uma semana de 32 para 147 casos. Até o momento, o número de mortos não passa de 10.

“Deus nos protegerá”, acredita o presidente.

A economia foi fortemente atingida pela pandemia, uma vez que o fluxo de turistas que normalmente vão ao país para desfrutar dos parques nacionais e praias foi interrompido. Este setor é a maior fonte de renda da Tanzânia.

Nas ruas de Dar es Salaam, os habitantes afirmam temer o vírus e fazer todo o possível para evitá-lo enquanto continuam ganhando seu sustento.

O governo proibiu que os ônibus aceitem mais passageiros do que seu número de assentos, mas essa medida apenas provocou maiores filas nos terminais em horário de maior movimento.

Burundi, país vizinho, também optou pela vida normal, como a Tanzânia, ambos em ano eleitoral.