Coreia do Norte dispara contra Coreia do Sul, após Kim Jong-un reaparecer A Coreia do Norte fez vários disparos na direção da Coreia do Sul neste domingo (3), no nível da zona desmilitarizada que divide a península, provocando uma resposta do Exército sul-coreano - anunciou Seul.

Esse tiroteio incomum ocorreu um dia depois de Kim Jong-un ter aparecido em público pela primeira vez em três semanas, após especulações e rumores no exterior sobre sua saúde.

Um posto de guarda sul-coreano foi atingido por vários tiros do norte nesta manhã de domingo, mas não houve vítimas no sul, disse o Estado-Maior Conjunto.

"Nossos soldados responderam com duas séries de disparos e com uma mensagem de aviso, de acordo com nosso protocolo", disse Seul.

O Exército afirmou ainda que está em contato com o Norte através de uma linha telefônica direta para determinar as causas do incidente.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse acreditar que os tiros disparados ontem da Coreia do Norte tenham sido "acidentais".

"Um punhado de tiros chegou [à Coreia do Sul] do Norte. Acreditamos que foram acidentais", afirmou Pompeo, em um programa da rede ABC.

"Os sul-coreanos revidaram. Não houve mortes de nenhum dos lados", acrescentou.

Na sexta-feira, 1º de maio, a televisão pública norte-coreana mostrou Kim andando, sorrindo e fumando um cigarro, na abertura de uma fábrica em Sunchon, norte de Pyongyang.

No mês passado, antes da reaparição de Kim, Pompeo havia manifestado sua esperança de alcançar um acordo nuclear com a Coreia do Norte.

"Independentemente do que acontecer na Coreia do Norte em relação à liderança, nossa missão continua sendo a mesma: fazer cumprir o compromisso do presidente Kim com Trump (...), ou seja, a desnuclearização verificada da Coreia do Norte", disse o secretário americano à imprensa.

"Uma solução seria boa para o povo americano, para o da Coreia do Norte e para todo mundo", concluiu.