Fiéis fazem orações na porta de hospital no Amazonas O ministro da Saúde Nelson Teich, informou na noite deste sábado (2), por meio de suas redes sociais que embarca neste domingo para Manaus. Segundo Teich, a visita é para acompanhar de perto a situação do atendimento à população do Amazonas. Está prevista também para este domingo, a chegada de profissionais da saúde para  ajudar no atendimento dos pacientes com sintomas da Covid-19. O Estado está com 89% de taxa de ocupação dos leitos de UTI e registra mais de 5,7 mil casos confirmados de Covid-19 com mais de 470 mortes.


Durante a semana, diante das imagens de caos, um grupo evangélico se reuniu em frente ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, no bairro Adrianópolis (Zona Centro-sul) para um momento de louvor e orações por pacientes e trabalhadores do sistema de saúde do Estado do Amazonas.

Um trio elétrico com uma banda com vocais, bateria, violão, baixo e guitarra estacionou próximo ao hospital e por cerca de uma hora aconteceu o momento religioso. Nas imagens transmitidas por meio das redes sociais é possível ver que balões brancos foram soltos e algumas pessoas iam em direção às grades do local para acompanhar o momento. 

Alguns dos trabalhadores e familiares de pessoas internadas na unidade faziam orações e levantavam as mãos em direção ao carro de som. As palavras eram de pedidos de cura para os internados nos hospitais do Amazonas e oração pelo Brasil. Em menos de 24 horas o vídeo já tinha cerca de 8 mil compartilhamentos. 

Enquanto acontecia a transmissão, muitos escreviam palavras positivas a respeito do ato.

“Muitos estão dentro desses hospitais sem esperança, mas acreditamos que tudo isso vai passar. Eles só querem mandar uma palavra de esperança”, comentou uma pessoa.

“Essa atitude é uma ajuda solidária sim. Não envolve dinheiro e alimento, envolve amor ao próximo. Infelizmente é a única forma que encontraram de ajudar! Parabéns aos envolvidos. Que Deus os proteja”, disse outra.

Na sexta-feira (01), o governador do Amazonas Wilson Lima afirmou que, se o número de casos de Covid-19 no estado não diminuir, "há a possibilidade de fechar tudo", se referindo ao comércio no estado.